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Ipsos-Ipec: 56% concordam com prisão domiciliar de Bolsonaro

Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu prisão domiciliar por 90 dias, por motivos de saúde

Jair Bolsonaro chega à casa onde cumpre pena em prisão domiciliar (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - A maioria dos brasileiros concorda com a decisão judicial que concedeu prisão domiciliar provisória a Jair Bolsonaro (PL) por razões de saúde, segundo pesquisa divulgada neste sábado (18). O levantamento aponta que 56% da população aprovam a medida, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com duração inicial de 90 dias.

De acordo com o estudo Ipsos-Ipec, os entrevistados foram questionados sobre a autorização para que Bolsonaro cumpra a pena em casa durante esse período. A maior parcela declarou concordar com a decisão, sendo 38% totalmente favoráveis e 18% parcialmente favoráveis. Por outro lado, 26% disseram discordar totalmente, enquanto 9% discordam em parte, além de 3% que não concordam nem discordam e 6% que não souberam responder.

Voto de 2022 influencia opinião dos entrevistados

A pesquisa indica que o posicionamento político, especialmente o voto no segundo turno da eleição presidencial de 2022, é um fator determinante na avaliação da medida. Entre os que discordam totalmente da decisão, 18% votaram em Bolsonaro e 33% optaram pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já entre os que concordam totalmente, 54% são eleitores de Bolsonaro e 30% votaram em Lula.

Diferenças regionais e por porte de cidade

O levantamento também identificou variações conforme o local de residência. A concordância com a prisão domiciliar é mais elevada em cidades do interior, onde atinge 58%, em comparação com 49% nas capitais.

Quando analisado o porte dos municípios, a diferença também aparece: entre moradores de cidades com até 50 mil habitantes, o índice de aprovação chega a 60%, enquanto em localidades com mais de 500 mil habitantes é de 50%.

Opinião sobre o futuro da pena após 90 dias

A pesquisa investigou ainda o que os brasileiros defendem após o término do período de prisão domiciliar. Segundo os dados, 49% consideram que Bolsonaro deveria permanecer em casa caso sua saúde melhore, enquanto 42% defendem o retorno ao cumprimento da pena em regime prisional. Outros 9% não souberam responder.

Nesse cenário, o recorte eleitoral novamente se destaca. Entre eleitores de Bolsonaro, 82% apoiam a manutenção da prisão domiciliar e 12% defendem o retorno ao regime prisional. Já entre os que votaram em Lula, 69% preferem a volta à prisão e 25% defendem a continuidade da domiciliar.

O levantamento foi realizado presencialmente entre os dias 8 e 12 de abril, com 2 mil pessoas de 16 anos ou mais, e apresenta margem de erro de dois pontos percentuais.

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