Lindbergh alerta para semana decisiva na luta pelo fim da escala 6x1 e convoca mobilização
Câmara deve votar na terça-feira o projeto enviado por Lula com urgência constitucional para alterar a jornada de trabalho
247 - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que esta semana será decisiva para o avanço da proposta que prevê o fim da escala 6x1. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar convocou apoiadores da medida a pressionarem o Congresso e destacou que a Câmara dos Deputados deverá votar na terça-feira (16) o projeto de lei enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com urgência constitucional sobre o tema.
Ao abrir sua manifestação, Lindbergh chamou atenção para a relevância da votação e afirmou que a discussão pode representar um passo importante para a aprovação da mudança na jornada de trabalho. "Atenção, pessoal. Sei que todo mundo tá ligado na Copa, mas essa semana teremos uma batalha decisiva na Câmara sobre o fim da escala 6x1. Vamos votar o PL enviado com urgência constitucional pelo presidente Lula", declarou.
O deputado argumentou que a aprovação da proposta não depende necessariamente de uma alteração na Constituição. Segundo ele, o governo já havia encaminhado um projeto de lei sobre o tema e utilizou o mecanismo da urgência constitucional para acelerar sua tramitação. "Veja, não é obrigatoriamente necessário aprovar uma PEC. E o governo tinha lá atrás mandado um projeto de lei com urgência constitucional", afirmou.
Na sequência, Lindbergh explicou que esse instrumento estabelece prazo para a análise da matéria pelo Legislativo. "O que é que isso significa? É que o governo manda o projeto e a Câmara tem que votar em 45 dias, senão tranca a pauta toda. Já se passaram 45 dias", disse.
Pressão sobre o Senado
Ao comentar a votação prevista para terça-feira (16), o parlamentar afirmou que a aprovação do texto pela Câmara aumentaria a pressão sobre o Senado. De acordo com ele, a tramitação do projeto obrigaria o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), a pautar a proposta dentro do prazo.
"O presidente da Câmara, Hugo Motta, então, chamou para essa terça a votação. Qual a vantagem disso, pessoal? Se a gente vota o projeto de lei de urgência constitucional, na Câmara, novamente, aí, Alcolumbre é obrigado a votar em 45 dias no Senado. Porque senão vai trancar a pauta do Senado Federal", declarou.
Lindbergh também sustentou que a tramitação por meio de projeto de lei oferece mais proteção ao texto original do governo. Segundo ele, eventuais mudanças aprovadas pelo Congresso poderiam ser vetadas pelo presidente da República. "Tem outra vantagem, esse projeto de lei com urgência constitucional. Porque projeto de lei... O presidente Lula, se tiver alguma coisa que eles modifiquem, pode vetar. PEC não. PEC não pode vetar", afirmou.
Críticas à oposição bolsonarista
Durante o vídeo, o deputado criticou lideranças bolsonaristas e acusou parlamentares do Partido Liberal de atuarem contra os interesses dos trabalhadores. "A gente sabe que Rogério Marinho, Flávio Bolsonaro, essa turma está conspirando contra os trabalhadores", disse.
Lindbergh também se opôs a uma proposta alternativa apresentada pela oposição. Segundo ele, o modelo permitiria remuneração por hora trabalhada abaixo do salário mínimo. "Vocês sabem que a PEC que eles apresentaram é uma PEC para que o trabalhador ganhe por hora. Por hora trabalhada. Ou seja, o cara pode ganhar menos do que um salário mínimo", afirmou.
Ao final da mensagem, o parlamentar voltou a pedir mobilização em defesa da proposta e disse que a votação exigirá pressão popular. "Então veja, nós temos que voltar com esse tema com força, porque está na pauta na próxima terça-feira e a gente sabe que tem muito movimento de grupos empresariais se organizando contra", declarou.
Em seguida, reforçou o apelo para que apoiadores da medida intensifiquem a campanha em torno do tema. "Então nós vamos ter que entrar a semana falando de 6x1 para vencer novamente na votação da Câmara e emparedar o Alcolumbre para obrigar ele a colocar para votar", concluiu.



