‘Bolsonaristas fizeram investidas nefastas contra a classe trabalhadora’, afirma Humberto Costa ao defender o fim da escala 6x1
Senador mencionou uma fala do ministro Flávio Dino (STF) para defender mudanças nas jornadas de trabalho
247 – O senador Humberto Costa (PT-PE), pré-candidato à reeleição, afirmou que a oposição bolsonarista no Senado fez uma "investida nefasta" contra a classe trabalhadora ao tentar barrar mudanças na jornada de trabalho.
Em postagem na rede social X, o parlamentar defendeu o fim da escala 6x1 no Brasil. Ao criticar a extrema direita, fez referência a outras políticas que já haviam prejudicado a classe trabalhadora nos governos Michel Temer (2016-2018) e Jair Bolsonaro (2019-2022), como congelamento de investimento público e suspensão de aumento do salário mínimo acima da inflação, com reajustes baseados apenas na variação de preços.
"O Senado tem que acabar com a escala 6x1", escreveu Humberto Costa. Na mesma publicação, o senador citou uma fala do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em defesa do fim da jornada em que trabalhadores cumprem seis dias de expediente e têm apenas um dia de folga.
"O ministro Flávio Dino traduz a dureza da vida dos trabalhadores brasileiros depois das investidas nefastas de Temer e da oposição dos bolsonaristas a novas conquistas: 6x1 e pejotização", comentou o petista.
Em sua fala, o magistrado defendeu o fim da escala 6x1 para "não retrocedermos ao tempo anterior à Lei Áurea". "Quem organiza o trabalho alheio e não provê um patamar mínimo de direitos é o senhor de escravo", disse o magistrado.
Câmara aprovou PEC em dois turnos
A Câmara dos Deputados aprovou, em 27 de maio, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1. O texto aprovado é um substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para duas propostas que já tramitavam na Casa.
Uma delas é a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa jornada de 36 horas semanais. A outra é a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que também estabelece jornada de 36 horas em quatro dias.
Texto segue em debate no Senado
Caso o Senado aprove a proposta sem mudanças de mérito, o texto seguirá para promulgação no próprio Congresso Nacional. Se os senadores aprovarem alterações, a proposta terá de voltar à Câmara dos Deputados para nova análise.
As mudanças previstas entrarão em vigor 60 dias após a promulgação do texto. A tramitação no Senado coloca novamente em disputa o debate sobre jornada, descanso semanal e direitos trabalhistas no país.



