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Lula se reúne com Alcolumbre e 'pacifica' caminho de Messias ao STF

Encontro no Alvorada sinaliza acordo político e fortalece caminho de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal

Presidente Lula indica Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

247 - Um encontro reservado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Davi Alcolumbre (União-AP), realizado pouco antes do Natal no Palácio da Alvorada, ajudou a reduzir tensões políticas e a reorganizar o diálogo entre o Planalto e o Congresso. A conversa ocorreu em meio a divergências que vinham se acumulando, especialmente em torno da indicação para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com Lauro Jardim, do jornal O Globo, o principal impasse envolvia a escolha do nome para o STF. Lula havia optado por indicar o atual chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, enquanto Alcolumbre defendia a nomeação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Após a conversa, o clima teria se tornado mais favorável à indicação presidencial.

Segundo relato de um interlocutor do presidente, Lula demonstrou alívio ao comentar o desfecho do encontro. “O caminho do Messias está pacificado”, afirmou o chefe do Executivo, sinalizando que a resistência política à indicação teria sido superada ou, ao menos, significativamente reduzida.

Ainda não há informações oficiais sobre quais pontos teriam sido incluídos na negociação entre os dois líderes. Nos bastidores, circulam especulações sobre a distribuição de cargos como parte do entendimento político. Um dos nomes citados é o de Otto Lobo, indicado para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 

Integrantes do entorno de Lula atribuíram a indicação de Otto Lobo a Alcolumbre, versão que o senador fez questão de negar em conversas recentes com parlamentares. 

Em entrevista concedida na quinta-feira (8), o senador Jaques Wagner (PT-BA) ponderou que Lula e Alcolumbre ainda não teriam fechado um acordo definitivo em torno da indicação de Jorge Messias. Mesmo assim, avaliou que o chefe da AGU reúne condições políticas para obter os votos necessários e ser aprovado pelo plenário do Senado, etapa decisiva para a confirmação no STF.

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