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Lula vai apostar em “batalha de obras” para confrontar governadores de direita

Em viagens pelo Brasil, o presidente deve comparar entregas de seu governo às de seus adversários nas eleições

Presidente Lula durante entrevista coletiva à imprensa. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a estruturar, ainda na fase de pré-campanha, uma estratégia eleitoral centrada em viagens frequentes pelo país e no confronto direto com governadores de direita. A ideia é transformar essas agendas em uma vitrine das ações do governo federal, estimulando uma comparação pública entre as obras entregues pela União e as realizações das administrações estaduais, especialmente nos estados comandados por gestores que se colocam como pré-candidatos à Presidência da República. As informações são da CNN Brasil.

Lula pretende promover uma espécie de “batalha de obras” ao longo desses deslocamentos, partindo da avaliação interna de que o governo federal terá acumulado mais entregas em determinadas unidades da Federação do que os próprios governos locais. A estratégia envolve provocar os governadores a apresentarem resultados concretos de suas gestões, em um ambiente de disputa política antecipada.

O plano prevê um roadshow nacional com frequência semanal, no qual o presidente estará acompanhado de ministros de Estado. O movimento também tem um objetivo eleitoral interno: fortalecer a imagem de aliados que atualmente integram o primeiro escalão do governo e que devem deixar os cargos até o início de abril para disputar mandatos de governador, deputado ou senador nas eleições de outubro.

A campanha de Lula à reeleição foi desenhada com base em dois eixos centrais. O primeiro deles busca enfatizar realizações do atual mandato, o chamado Lula 3, como a retirada do Brasil do mapa da fome, a retomada de programas sociais emblemáticos, a exemplo do Minha Casa Minha Vida, e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais.

O segundo eixo aposta em uma narrativa de alerta ao eleitorado. Sob o conceito resumido internamente como “Conquistas e medos”, a campanha pretende explorar o receio de uma eventual vitória da direita, associando esse cenário a riscos à democracia e, mais recentemente, à soberania nacional. A comunicação eleitoral deve contrastar a política externa de Lula, descrita como altiva, com a atuação da família Bolsonaro no cenário internacional.

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