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Meirelles defende cautela no caso do BRB e respalda atuação do BC

Ex-presidente da autoridade monetária diz que liquidação deve ser último recurso

Henrique Meirelles (Foto: Agência Brasil)

247 - O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles afirmou, nesta quarta-feira (15), que a situação do Banco de Brasília (BRB) exige cautela e que a atuação da autoridade monetária tem sido adequada. As declarações foram dadas ao deixar um evento do Lide, em Brasília.

Segundo Meirelles, o momento pede prudência para que a instituição financeira possa buscar alternativas de fortalecimento. “É fundamental deixar o BRB trabalhar, juntamente com o governo do Distrito Federal, agora a governadora Celina Leão, buscando recursos não só estatais como também privados, para recapitalizar o BRB”, afirmou.

O ex-presidente do BC destacou que, em situações de crise bancária, a liquidação da instituição é uma medida possível, mas deve ser adotada apenas em último caso. Ele ressaltou, no entanto, que o BRB possui uma característica específica por se tratar de um banco público, o que exige análise diferenciada.

Meirelles também comentou declarações recentes do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, feitas em audiência na CPI do Crime Organizado. Na ocasião, Galípolo afirmou que, após análise detalhada, não foram identificados indícios de negligência ou falhas na condução do caso envolvendo o Banco Master durante a gestão anterior, comandada por Roberto Campos Neto.

Ao abordar críticas de que a liquidação do Banco Master poderia ter ocorrido anteriormente, Meirelles refutou essa avaliação. “É importante mencionar que, segundo todas as avaliações do Banco Central, não existiam evidências naquela época para efetuar essa liquidação e, portanto, não há razão para culpar o ex-presidente Roberto Campos Neto”, declarou.

As falas reforçam a posição de que decisões envolvendo instituições financeiras em dificuldade devem considerar critérios técnicos e evidências concretas, evitando medidas precipitadas que possam ampliar riscos ao sistema.

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