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Mendonça autoriza acesso a dados da nuvem de "Sicário" e abre nova frente de investigação no caso Master

Mensagens obtidas pela PF mostram preocupação de pessoas próximas com o conteúdo armazenado no iCloud do investigado morto sob custódia da corporação

André Mendonça (Foto: Gustavo Moreno/STF)
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247 - O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou nesta terça-feira (16) que autorizou o acesso aos dados armazenados na conta de iCloud de Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” ou “Mexerica”. Investigado na Operação Compliance Zero, ele foi encontrado morto enquanto estava preso nas dependências da Polícia Federal.

A informação, segundo o jornal O Globo, foi divulgada durante sessão da Segunda Turma do STF no julgamento dos recursos apresentados por Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, respectivamente pai e primo do banqueiro Daniel Vorcaro, contra as prisões preventivas decretadas no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master.

Nova frente de investigação

Ao defender a manutenção das prisões preventivas, Mendonça afirmou que havia determinado anteriormente a preservação dos dados armazenados na nuvem de “Sicário” e que, recentemente, autorizou a quebra do sigilo desse material. “Eu havia determinado que fosse preservado o iCloud do Sicário. Esta semana determinei a quebra desses dados. Vamos ver o que virá”, declarou o ministro.

A decisão abre caminho para que a Polícia Federal tenha acesso a um novo conjunto de informações potencialmente relevantes para a investigação, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução de Justiça envolvendo o caso Master.

Mensagens revelam preocupação com arquivos

Durante o voto, Mendonça também mencionou conversas interceptadas pela investigação que apontariam preocupação de familiares e pessoas próximas ao investigado com o conteúdo armazenado na conta em nuvem.

Segundo o ministro, mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que a irmã de “Sicário” teria conseguido acessar os arquivos antes de a corporação concluir os procedimentos técnicos para extrair os dados. “A Joana teve acesso ao material que está nas nuvens. Nós não conseguimos ainda. A Polícia Federal não conseguiu ainda acessar os dados do iCloud”, afirmou.

De acordo com o relator, os diálogos reunidos pelos investigadores mostram apreensão em relação ao conteúdo armazenado no iCloud e aos possíveis reflexos dessas informações sobre outros envolvidos no caso.

Sigilo parcial foi derrubado

As declarações ocorreram poucas horas após Mendonça determinar o levantamento do sigilo de parte dos documentos produzidos ao longo da investigação. A medida permitiu a divulgação de relatórios da Polícia Federal, transcrições de mensagens e outros elementos utilizados para fundamentar prisões preventivas e demais medidas cautelares relacionadas ao caso.

A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema de crimes financeiros e de corrupção envolvendo pessoas ligadas ao Banco Master.

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