Messias promete perfil “paz e amor” em sabatina no Senado
O advogado-geral da União tem indicado a interlocutores que seguirá três pilares durante a sabatina: serenidade, sobriedade e tecnicidade
247 - O advogado-geral da União, Jorge Messias, tem se preparado para adotar uma postura conciliadora durante a sabatina no Senado, marcada para a próxima quarta-feira (29), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), ele pretende evitar confrontos diretos com parlamentares da oposição e responder aos questionamentos com foco técnico e moderado. As informações são da CNN Brasil.
Messias tem indicado a interlocutores que seguirá três pilares durante a sabatina: serenidade, sobriedade e tecnicidade. A estratégia busca transmitir uma imagem de equilíbrio institucional e reforçar seu compromisso com a harmonia entre os Poderes.
Nos bastidores, o ministro tem destacado que pretende atuar como um fator de pacificação entre o Judiciário e o Legislativo. Caso seja aprovado para ocupar a vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso, Messias sinaliza que manterá diálogo com diferentes espectros políticos, garantindo abertura de seu gabinete a deputados e senadores, independentemente de posicionamentos ideológicos.
Outro ponto que deve ser enfatizado na sabatina é o respeito às competências constitucionais de cada Poder. A movimentação ocorre em meio a críticas recorrentes de parlamentares sobre supostos avanços do STF sobre prerrogativas do Congresso Nacional. Segundo relatos, Messias também demonstrou apoio à adoção de regras mais transparentes de ética para magistrados da Suprema Corte.
Nas últimas semanas, o indicado intensificou articulações políticas, reunindo-se tanto com senadores da base governista quanto com integrantes da oposição. Ainda está prevista uma conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que já manifestou críticas à sua indicação.
Apesar de ter sido indicado por um governo de esquerda, Messias vem conquistando respaldo de setores da bancada evangélica, que enxergam nele uma possível atuação conservadora em temas ligados aos costumes.
No Palácio do Planalto, a expectativa é de que a votação em plenário seja favorável, com desempenho semelhante ao de outros indicados recentes ao STF. Aliados projetam entre 48 e 52 votos favoráveis. Já setores da oposição e parte do centro político avaliam que o cenário é mais desafiador, estimando que o indicado poderia não alcançar 35 votos.


