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Moraes barra ida imediata de Bolsonaro a hospital e pede laudo médico

Ministro do STF decide que exames do ex-presidente podem ser avaliados na PF após queda relatada em Brasília

Ministro Alexandre de Moraes (Foto: Antonio Augusto/STF)

247 - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (6) negar o pedido de transferência imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para um hospital. A solicitação foi apresentada após Bolsonaro relatar uma queda ocorrida na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde está custodiado, sob a alegação de que precisaria realizar exames médicos fora da unidade.

Na decisão, Moraes avaliou que não há, até o momento, elementos que indiquem a necessidade de remoção urgente do ex-presidente para atendimento hospitalar. O ministro destacou que o quadro relatado não demonstra gravidade suficiente para justificar a transferência imediata.

Além de indeferir o pedido, Moraes determinou que a defesa apresente ao STF o laudo médico elaborado pela Polícia Federal após o atendimento inicial prestado a Bolsonaro. O magistrado também solicitou que os advogados informem quais exames consideram necessários e indiquem se esses procedimentos podem ser realizados nas próprias instalações da PF.

Ainda na terça-feira (6), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou, em publicação nas redes sociais, que o ex-presidente sofreu uma queda enquanto dormia e bateu a cabeça em um móvel da cela.

Em comunicado oficial, a Polícia Federal informou que Bolsonaro recebeu atendimento médico logo após relatar a queda à equipe de plantão. Segundo a nota, "o médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação".

O cirurgião Cláudio Birolini, responsável pelo acompanhamento da saúde de Bolsonaro, afirmou que o ex-presidente teve um traumatismo craniano leve. Apesar do diagnóstico, a avaliação médica inicial não indicou a necessidade de transferência imediata para um hospital.

Com a decisão, Bolsonaro permanece sob observação médica na Superintendência da Polícia Federal, enquanto o Supremo aguarda o envio do laudo e das informações complementares solicitadas à defesa.

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