Motta crê em votação da jornada 6x1 ainda neste ano na Câmara: "minha aposta é de que sim"
Presidente da Câmara afirma que Casa quer avançar em pautas de interesse da população brasileira
247 - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou acreditar que a proposta de redução da jornada de trabalho, conhecida como escala 6x1, pode ser votada ainda em 2026. A avaliação foi feita ao comentar a disposição do Legislativo de enfrentar temas considerados sensíveis, mas com forte impacto social e econômico.
As declarações foram dadas à imprensa na segunda-feira (9), quando Motta foi questionado sobre a possibilidade de apreciação do tema no plenário ainda neste ano. O presidente da Câmara respondeu de forma objetiva: “A minha aposta é que sim”.
Segundo ele, há um esforço para evitar que votações importantes sejam adiadas, e a Câmara pretende acelerar a tramitação de propostas consideradas prioritárias. “No Brasil, tudo fica sempre para depois do Carnaval. Este ano, nós demonstramos esse comprometimento, justamente para dizer à população que a Câmara quer trabalhar neste semestre para aprovar o maior número de propostas possíveis, de interesse da população brasileira”, afirmou.
Motta também defendeu a discussão sobre a redução da jornada e comparou o debate atual a momentos históricos de resistência a avanços trabalhistas. “Pessimistas, lá atrás, na época da escravidão, ficaram contra o fim da escravidão. Depois, ficaram contra a criação da carteira de trabalho. E o que nós vimos foi que, quando se teve coragem de enfrentar essas pautas, o Brasil ganhou. Ganhou em prosperidade”, declarou.
O presidente da Câmara informou ainda que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, solicitou uma reunião sobre o tema ainda nesta semana. O encontro deve contar com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, além do próprio Hugo Motta.
No Congresso, Motta afirmou que pretende aguardar a eleição do novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de definir quem ficará responsável pela relatoria da proposta.
Mais cedo, na segunda-feira (9), ele determinou o apensamento da PEC apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) a outra proposta protocolada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A PEC apresentada pelo parlamentar petista está em estágio mais avançado de tramitação, mas encontrava-se paralisada na CCJ. Com a unificação dos textos, a expectativa é de que o debate avance e ganhe novo impulso na Câmara dos Deputados.


