“O que veremos é que o BC teve razão ao liquidar o Master”, afirma presidente do TCU
Vital do Rêgo diz que fiscalização segue em curso, mas indica tendência de confirmação da legalidade da decisão do Banco Central
247 - O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, afirmou que a fiscalização da Corte sobre a atuação do Banco Central (BC) no caso do Banco Master tende a confirmar a legalidade da decisão que resultou na liquidação extrajudicial da instituição financeira. A análise ainda está em andamento, mas, segundo ele, os indícios apontam para a correção do procedimento adotado pela autoridade monetária.
As declarações foram dadas em entrevista concedida à GloboNews e divulgadas nesta sexta-feira, conforme reportagem do serviço Broadcast, da Agência Estado. Ao comentar o estágio da apuração, Vital do Rêgo destacou que o TCU precisa cumprir integralmente seu papel constitucional de fiscalização, mesmo quando há uma avaliação preliminar favorável à atuação do órgão regulador.
Durante a entrevista, o presidente do TCU indicou que o processo deve ter tramitação célere. “Eu imagino que esse processo será rápido, porque o que nós vamos ver é que o Banco Central tem toda a razão de ter liquidado o banco [Master], como faz qualquer agência reguladora”, afirmou Vital do Rêgo Filho.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025, após identificar problemas na instituição que poderiam gerar prejuízos relevantes. Segundo o presidente do TCU, a gravidade do caso está relacionada ao interesse público envolvido, uma vez que as irregularidades apontadas pelo BC podem afetar milhares de pessoas.
Vital do Rêgo ressaltou ainda que havia recursos públicos expostos à situação do banco. Prefeituras e governos estaduais, de acordo com ele, realizaram aportes na instituição financeira, o que reforça a necessidade de acompanhamento por parte do Tribunal de Contas da União.
Diante de críticas sobre uma eventual extrapolação de competências do TCU no episódio, o presidente da Corte buscou esclarecer os limites de atuação do órgão. Segundo ele, o trabalho do Tribunal se restringe à análise administrativa e à verificação da legalidade dos atos praticados. “Vamos cumprir o nosso papel administrativo”, declarou.
No contexto da apuração, está prevista uma reunião entre Vital do Rêgo Filho e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, às 14h de segunda-feira (12), na sede da autoridade monetária, em Brasília. O encontro ocorre em meio ao debate público sobre a extensão da fiscalização do TCU em decisões tomadas por agências reguladoras.



