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Ordem de Lula é ‘proteger os brasileiros da guerra no Irã’, diz ministro da Fazenda

Governo trabalha para evitar impactos econômicos globais e garantir estabilidade para famílias e setores produtivos

Dario Durigan (Foto: Diogo Zacarias / Ministerio da Fazenda)

247 - O governo federal tem como prioridade proteger a população brasileira dos impactos econômicos da guerra no Irã, afirmou o ministro da Fazenda durante evento em Anápolis (GO), nesta quinta-feira (26). Segundo ele, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é impedir que os efeitos da instabilidade global atinjam o custo de vida no país, especialmente no que diz respeito aos combustíveis e à inflação.

A declaração foi feita durante discurso na visita de Lula e sua comitiva à linha de produção do parque fabril da Caoa, cuja reinauguração ocorreu na cidade goiana. Na ocasião, o ministro detalhou medidas em curso para conter impactos externos e destacou avanços econômicos recentes, conforme discurso oficial apresentado no evento.

De acordo com o ministro, a atuação da equipe econômica busca fortalecer o país em um contexto de democracia com justiça social. “A missão da Fazenda é fazer com que nossa economia seja forte, num contexto de uma democracia justa para todos, não de um país que olhe só para a sua elite, para poucas pessoas”, afirmou. Ele ressaltou que o objetivo é consolidar um país soberano, com desenvolvimento econômico aliado à inclusão social.

O discurso também enfatizou indicadores recentes da economia brasileira. “Estamos crescendo mais de 3% nos dois primeiros anos do presidente, mais de 2% no ano passado e vamos crescer mais de 2% neste ano”, declarou. Segundo ele, o país vive um momento incomum, combinando crescimento, controle da inflação, aumento do emprego e redução da fome. “Isso é raro. Acreditem em mim”, disse.

Outro ponto destacado foi o desempenho ambiental e agrícola. O ministro afirmou que o Brasil voltou a registrar quedas no desmatamento ao mesmo tempo em que alcança safras recordes. “A ministra Marina tem dito que o desmatamento voltou a cair para mínimas históricas”, afirmou, ao citar também o crescimento contínuo da produção agrícola.

Na área de infraestrutura, ele destacou o volume de concessões e investimentos federais, além da ampliação de repasses a estados e municípios. Segundo o ministro, esse conjunto de políticas demonstra um compromisso abrangente com diferentes setores da economia. “Isso mostra que, com o presidente Lula, o compromisso é com todos”, afirmou.

Ao abordar a agenda econômica, o ministro mencionou a reforma tributária como um dos principais instrumentos para aumentar a eficiência do país. Ele citou medidas como a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a simplificação do sistema para empresas. “Nós vamos ganhar muito em racionalidade, eficiência, celeridade na nossa economia”, disse.

No cenário internacional, o ministro avaliou que o Brasil tem conseguido se posicionar de forma favorável em negociações com outros países, incluindo os Estados Unidos. Segundo ele, o país atua com firmeza em fóruns multilaterais e mantém diálogo direto com parceiros estratégicos.

Sobre a guerra no Irã, classificou o conflito como uma “lástima” e destacou seus efeitos na economia global. “Estamos protegendo agora nossos caminhoneiros, nossas famílias, o consumidor brasileiro de uma guerra que não foi causada por nós”, afirmou. Ele acrescentou que a determinação do presidente é clara: “garantir que o preço que a guerra vai impor ao mundo e ao Brasil não chegue para as famílias”.

Para isso, o governo anunciou medidas de apoio à produção e importação de diesel, além de negociações com transportadores e governadores. “Estamos discutindo com os governadores [...] para que a gente aumente o apoio à importação de diesel, ao abastecimento do país”, explicou, indicando que novas ações podem ser adotadas para assegurar o fornecimento e a estabilidade de preços.

O ministro concluiu destacando que o foco do governo é garantir qualidade de vida à população, combinando crescimento econômico, estabilidade e políticas sociais.

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