Padrasto com tornozeleira morre carbonizado com enteada
Condenado por matar outra enteada, Ivano Vaz Cunha estava em regime aberto e é investigado em caso ocorrido no Tocantins
247 - Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, condenado a 35 anos de prisão pelo assassinato de uma enteada em 2009, morreu carbonizado ao lado de outra enteada, a estudante de direito Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, em Araguaína, no norte do Tocantins. O caso ocorreu na quarta-feira (3), e é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informa o Metrópoles.
Laiane foi sepultada na quinta-feira (4). Ivano cumpria pena em regime aberto, usava tornozeleira eletrônica e havia progredido no sistema prisional, apesar da condenação pelo homicídio de uma jovem que também era sua enteada.
Segundo a Polícia Militar, testemunhas afirmaram ter ouvido uma explosão antes do incêndio. Os corpos foram localizados dentro de um quarto da residência. As vítimas estavam sem roupas na parte inferior do corpo, e um galão com vestígios de gasolina foi encontrado no imóvel.
A investigação ainda está em fase inicial, segundo a Polícia Civil. Até o momento, não há elementos técnicos suficientes para confirmar uma linha de apuração sobre a dinâmica das mortes. Laudos periciais e exames do Instituto Médico Legal deverão ajudar a esclarecer o que ocorreu dentro da casa.
Documentos divulgados pela TV Anhanguera mostram que Ivano havia sido condenado pelo assassinato de uma enteada em 2009. Embora a pena inicial fosse de 35 anos em regime fechado, ele obteve progressão e, desde 2024, estava sob monitoramento eletrônico.
Em nota, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça do Tocantins (Seciju) informou que o monitoramento de Ivano ocorria por determinação do Poder Judiciário. A pasta afirmou que ele tinha autorização judicial para exercer trabalho externo no setor de vendas, condição que permitia deslocamentos por todo o estado.
Ainda conforme a Seciju, o condenado precisava se recolher à residência durante o período noturno e comunicar previamente viagens para outros estados. A secretaria declarou que eventuais violações registradas pelo sistema de monitoramento eletrônico eram verificadas pela Polícia Penal e comunicadas imediatamente à Justiça.
O órgão ressaltou que não tem competência para determinar o retorno de um preso ao regime fechado nem para revogar benefícios concedidos durante a execução penal. Segundo a secretaria, decisões desse tipo cabem exclusivamente aos juízes responsáveis pela execução da pena.
A Polícia Civil aguarda o resultado dos exames periciais para avançar na apuração. Os investigadores buscam determinar as circunstâncias da explosão, a origem do incêndio e a dinâmica que levou à morte de Ivano Vaz Cunha e Laiane Cardoso Noleto.



