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PF periciou apenas 10% dos celulares apreendidos no caso Master

Banqueiro deve permanecer preso em São Paulo

Logo do Banco Master na sede da empresa em São Paulo 18/11/2025 REUTERS/Amanda Perobelli (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

247 - A prisão do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, abriu uma nova etapa nas investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre suspeitas de fraudes financeiras bilionárias envolvendo a instituição. O banqueiro foi detido nesta quarta-feira (4), em São Paulo, por determinação do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do G1.

Vorcaro permanecerá inicialmente no sistema prisional paulista e não será transferido para Brasília neste momento. A medida segue decisão do STF que determinou sua prisão preventiva no âmbito das investigações em curso.

Prisão e desdobramentos da investigação

A detenção do empresário ocorreu durante nova fase da operação da Polícia Federal que apura um esquema envolvendo a comercialização de títulos de crédito supostamente falsos pelo Banco Master. As investigações buscam identificar a extensão das irregularidades e eventuais conexões com agentes públicos e outras instituições.

Fontes que acompanham o caso afirmam que as análises preliminares de materiais apreendidos reforçam suspeitas sobre o comportamento de Vorcaro no comando do banco. Investigadores descrevem o perfil revelado pelas evidências iniciais como o de um “banqueiro mafioso”, classificação que surge a partir de conversas e registros analisados durante a apuração.

Celulares apreendidos ainda estão em fase inicial de perícia

Um dos principais focos da investigação está no conteúdo dos dispositivos eletrônicos recolhidos durante as operações policiais. Ao todo, 111 celulares foram apreendidos, sendo cinco pertencentes diretamente a Daniel Vorcaro.

Até esta quarta-feira (4), porém, apenas 10% dos aparelhos haviam sido submetidos à perícia técnica. O volume de dados coletados é considerado expressivo pelos investigadores, que apontam a existência de grande quantidade de material ainda em análise.

Para acelerar o trabalho, a Polícia Federal reforçou a equipe de peritos responsáveis pela avaliação dos conteúdos digitais. O esforço envolve especialistas de São Paulo e de Brasília ligados à Diretoria de Combate ao Crime Organizado da corporação.

A expectativa é que o exame completo das informações telefônicas e telemáticas ajude a esclarecer a dinâmica do suposto esquema financeiro e identificar novos envolvidos.

Servidores públicos entram no radar dos inquéritos

Com o avanço das perícias, integrantes de diversos órgãos públicos passaram a ser citados nas apurações. Segundo investigadores, o material já examinado sugere possíveis conexões entre o empresário e servidores que podem ter relação com os fatos investigados.

A análise desse conteúdo poderá subsidiar novas etapas da operação, ampliando o escopo das investigações e eventualmente resultando em novas diligências ou medidas judiciais.

STF ainda decidirá sobre o futuro do processo

Outro ponto que ainda será definido pelo Supremo Tribunal Federal é o destino processual do caso. O ministro André Mendonça deverá decidir futuramente se a investigação continuará sob a jurisdição do STF ou se será encaminhada à primeira instância da Justiça Federal.

Pessoas próximas ao magistrado indicam que essa decisão dependerá do avanço das apurações. Caso surjam evidências de participação de pessoas com prerrogativa de foro, o processo poderá permanecer no Supremo.

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