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Planalto avalia que reunião entre Lula e Trump reduziu risco de novas sanções

Diplomatas, porém, reconhecem que ainda existe cautela em relação aos próximos passos da relação entre os dois países

Presidente Lula durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

247 - A diplomacia brasileira avaliou de forma positiva o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado nesta quinta-feira (7), em Washington. Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, integrantes do governo acreditam que a reunião ajudou a reduzir o risco de novas sanções estadunidenses contra o Brasil.

Nos bastidores, interlocutores do Palácio do Planalto afirmam que o encontro foi considerado essencial para melhorar o ambiente de diálogo entre Brasília e Washington. Embora o governo evite tratar o cenário como totalmente resolvido, a avaliação é de que houve avanço importante na relação bilateral.

Diplomacia vê cenário mais favorável

Diplomatas brasileiros reconhecem que, por se tratar de Donald Trump, ainda existe cautela em relação aos próximos passos da relação entre os dois países. Mesmo assim, a percepção dentro do governo é de que o cenário se tornou mais positivo após a conversa entre os presidentes.

Entre os sinais considerados relevantes pela diplomacia brasileira estão a reação amistosa de Trump durante o encontro e uma publicação feita posteriormente pelo presidente estadunidense Integrantes do governo interpretaram os gestos como demonstrações de abertura para futuras negociações.

Outro ponto destacado foi a mudança no protocolo da reunião. Atendendo a um pedido de Lula, Trump decidiu não abrir o início do encontro para a imprensa, alterando o formato tradicional adotado em reuniões oficiais.

Tarifas sobre etanol seguem no centro das discussões

Apesar do clima mais favorável, as divergências comerciais entre os dois países permaneceram presentes durante a reunião. O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, voltou a criticar tarifas impostas pelo Brasil sobre produtos dos EUA.

A principal preocupação da equipe dos Estados Unidos envolve as taxas aplicadas ao etanol. O tema já vinha sendo alvo de reclamações do governo estadunidense e continua no centro das negociações bilaterais.

Negociações técnicas devem avançar

Mesmo diante das diferenças comerciais, a avaliação predominante dentro do governo brasileiro é de que o saldo do encontro foi positivo. Isso porque Lula e Donald Trump concordaram em encaminhar as discussões para o nível técnico, permitindo que representantes dos dois países avancem nas negociações econômicas e diplomáticas nos próximos meses.

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