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Plano de governo de Flávio Bolsonaro ameaça saúde e educação, diz José Guimarães

Ministro diz que as propostas em análise limitam os gastos apenas à inflação e representam risco à continuidade de políticas públicas

'Até o mercado não confia mais em Bolsonaro', diz José Guimarães (Foto: LUIS MACEDO)

247 - O ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que propostas em análise pela equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, podem comprometer áreas essenciais como saúde e educação. Segundo o ministro, a ideia de limitar o crescimento dos gastos públicos apenas à inflação representa risco à continuidade de políticas públicas no país. “Este é o verdadeiro Flávio, a fiel cópia do pai. É o inimigo da saúde e da educação”, afirmou o ministro à coluna Painel, da Folha de São Paulo.

Proposta prevê mudanças em gastos e aposentadorias

De acordo com o ministro, a proposta discutida pelo grupo de Flávio Bolsonaro inclui não apenas o controle das despesas sociais, mas também alterações no modelo de reajuste das aposentadorias. Atualmente, os benefícios são corrigidos com base no salário mínimo, que considera a inflação e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Pelo novo modelo, os reajustes passariam a ser feitos exclusivamente pela inflação, o que, na avaliação do governo, reduziria o ganho real dos aposentados ao longo do tempo.

Críticas do governo e comparação com gestão anterior

O ministro também comparou a proposta ao modelo adotado durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), indicando que, se eleito, Flávio seguiria a mesma linha de atuação. Segundo ele, essa estratégia poderia levar à desestruturação de políticas públicas consideradas essenciais.

Impacto nas políticas públicas

Na avaliação de Guimarães, limitar o crescimento dos gastos nessas áreas comprometeria a capacidade do Estado de manter programas de alcance nacional. O ministro afirmou ainda que a proposta indica dificuldade de sustentar políticas públicas estruturantes, especialmente aquelas voltadas à população mais vulnerável.

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