Prerrogativas estuda medidas jurídicas para rastrear dinheiro que financiaria filme sobre Jair Bolsonaro
Grupo quer prestação de contas da produtora de "Dark Horse", apura possível lavagem de dinheiro e vê risco de uso eleitoral do longa às vésperas da eleição
247 - O Grupo Prerrogativas estuda medidas jurídicas contra o filme "Dark Horse", produção inspirada na trajetória de Jair Bolsonaro. O foco principal do grupo é acompanhar o fluxo do dinheiro que teria sido usado para financiar a produção cinematográfica. As informações são do jornal Folha de São Paulo.
O grupo pretende solicitar prestação de contas da empresa responsável pela obra e de outros envolvidos na realização do longa. O objetivo é apurar possíveis irregularidades, entre elas lavagem de dinheiro, desvio de recursos e eventual desvio de finalidade.
As investigações apontam que mais de R$ 60 milhões teriam sido pagos por Daniel Vorcaro, embora a produtora negue que o empresário tenha financiado o filme. A Polícia Federal também apura se recursos ligados ao Banco Master foram utilizados para custear despesas do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
O coordenador do Grupo Prerrogativas, Marco Aurélio Carvalho, comentou o caso ao defender a apuração da movimentação financeira ligada ao projeto audiovisual. "Flávio foi o único que conseguiu enganar um banqueiro que já tinha enganado milhares de pessoas. Ele merece um Oscar", afirmou.
Impacto eleitoral
Integrantes do grupo avaliam que o filme pode ter utilização política durante o período eleitoral. O longa tem estreia prevista para setembro, às vésperas das eleições. Existe a possibilidade de discussão sobre eventual responsabilização do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suposto abuso de poder político e econômico.
Marco Aurélio Carvalho também levantou suspeitas sobre o possível uso dos recursos em atividades ilegais. "Quem não garante, por exemplo, que esses recursos foram usados para irrigar fake news? Isso é coisa de milícia", declarou.


