PT defende reforma do Judiciário para maior proximidade com a sociedade, diz Edinho Silva
Presidente do PT também mais espaço para mulheres e jovens na política; propostas serão abordadas no congresso nacional do partido
247 - O PT defende uma reforma do Judiciário com o objetivo de aproximar a instituição da sociedade civil e fortalecer sua legitimidade na defesa da democracia. A proposta integra as discussões do congresso nacional do partido - que será realizado neste final de semana, em Brasília - que também aborda a ampliação da participação de mulheres e jovens nas instâncias internas.
As declarações foram feitas pelo presidente do PT, Edinho Silva, em entrevista à GloboNews, segundo o G1. Ele detalhou as prioridades da legenda para o encontro partidário realizado em Brasília.
Reforma do Judiciário e divergência com bolsonarismo
Edinho Silva afirmou que a proposta do partido difere da visão defendida pela família Bolsonaro, ao destacar que o objetivo não é enfraquecer o Judiciário, mas reforçar sua conexão com a sociedade.
“Que nós possamos também fazer uma reforma no poder judiciário, não da perspectiva como defende a família Bolsonaro, de enfraquecer o Poder Judiciário para que você crie condições para instalação do autoritarismo. Nós queremos uma reforma do Judiciário para que a gente aproxime o poder judiciário da sociedade civil, aumentando a legitimidade do poder Judiciário para defesa da Democracia”, declarou.
Renovação geracional no partido
O dirigente também apontou a necessidade de incentivar a participação de jovens na estrutura partidária, como parte de um processo de renovação interna. “Precisamos incentivar a transição geracional, nós precisamos incentivar que a juventude ocupe mais espaço”, afirmou.
Ampliação da participação feminina
Outro ponto destacado por Edinho Silva foi a necessidade de ampliar a presença de mulheres nas instâncias de decisão do PT, com metas mais claras de participação. “Estávamos debatendo que nós temos que começar a adotar efetivamente medidas para que no mínimo 50% de mulheres estejam nas instâncias partidárias, estejam nas instâncias de deliberação”, disse.
Ao abordar o tema, ele ressaltou desigualdades estruturais na sociedade. “Nós sabemos que a sociedade é machista de forma estrutural. A menina não é educada da mesma forma que o menino para ocupar espaços para ser líder, para ser dirigente, então nós temos que adotar medidas para que as mulheres sejam protagonistas”, completou.


