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Quaquá defende unidade da esquerda e diálogo com o centro para garantir governabilidade

Prefeito de Maricá afirma que a esquerda deve priorizar pautas concretas e ampliar articulação política para melhorar a vida do povo

Washington Quaquá (Foto: Clarildo Menezes/Prefeitura de Maricá)

247 – O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, defendeu a necessidade de maior unidade política na esquerda e criticou ataques recentes ao Congresso Nacional, após decisões no STF e votações na Câmara. Em vídeo publicado no YouTube, ele destacou que a democracia exige respeito às instituições eleitas pelo povo e pediu foco em pautas concretas que impactem diretamente a população.

Segundo Quaquá, parte da esquerda tem reagido às derrotas políticas com críticas generalizadas ao Legislativo, o que considera um erro estratégico. “É o Senado e a Câmara que nós temos. Foi eleito pelo povo. A democracia significa o respeito aos organismos eleitos pelo povo”, afirmou.

O prefeito também ressaltou que a esquerda precisa atuar com base na realidade política existente, fortalecendo a articulação e reconstruindo pontes. Para ele, um dos principais equívocos recentes foi tratar aliados como adversários.

“O erro que a esquerda brasileira tem cometido, comete desde 2022, no governo Dilma, quando nós começamos a tratar possíveis aliados como inimigos e paramos de fazer política”, disse.

Quaquá defendeu ainda a retomada de uma estratégia que dialogue com o centro político, lembrando a experiência eleitoral de 2002. “A esquerda só ganha e só governa quando atrai o centro para a sua política”, afirmou.

Na avaliação do prefeito, a polarização deve existir, mas em torno de temas sociais e econômicos que impactem diretamente a população. “A polarização deve ser pela política, ou seja, pelas 40 horas semanais, pela redução das jornadas de trabalho, pelo aumento de salário, pela luta de classe, pela melhoria da vida do povo”, declarou.

Ele também criticou o que chamou de judicialização excessiva da política, alertando para os riscos de um ambiente semelhante ao da Lava Jato. “Fazer com que a política não seja uma delegacia, não vire um lavajatismo que atropela o país”, afirmou.

Por fim, Quaquá defendeu mais diálogo entre diferentes setores da sociedade, incluindo empresários, trabalhadores e o próprio Congresso, como caminho para fortalecer a governabilidade e construir um projeto nacional.

“Se a gente abrir diálogo, você vai ver que a política vai melhorar muito e as derrotas vão acabar”, concluiu.

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