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Rebaixamento de escola no carnaval não é culpa de Lula, diz Marco Aurélio Carvalho

Coordenador do Prerrogativas diz ser “leviano” e "equivocado" atribuir o rebaixamento ao presidente Lula

Rebaixamento de escola no carnaval não é culpa de Lula, diz Marco Aurélio Carvalho (Foto: Reuters)

247 - O rebaixamento da Acadêmicos de Niterói no carnaval do Rio de Janeiro provocou repercussão política após a escola levar para a avenida um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O resultado, que levou a agremiação à Série Ouro, gerou críticas de adversários e apreensão entre aliados do governo. Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, o coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio Carvalho, afastou qualquer responsabilidade do presidente pelo desempenho da escola.

Desfile e reação política

Aliado de Lula, Carvalho argumentou que o próprio desempenho no quesito samba-enredo demonstra que a homenagem não foi determinante para o rebaixamento. “A estrutura é muito poderosa, disputa com escolas muito tradicionais. É leviano atribuir ao presidente”, afirmou.

O advogado classificou a apresentação como “ousado e corajoso” e criticou as interpretações que tentam transformar o episódio em desgaste político. Segundo ele, a tentativa de responsabilizar o presidente é injustificada. “A tentativa de desgaste é leviana, inoportuna e equivocada”, declarou.

Críticas internas e debate eleitoral

Nos bastidores, ministros e auxiliares de Lula admitiram preocupação com o impacto de uma ala do desfile que apresentou grupos conservadores e evangélicos dentro de latas de conserva, sobretudo em ano eleitoral.

Para Carvalho, porém, as críticas dentro do governo partem de setores minoritários. Ele defendeu o resultado artístico da festa e reagiu às manifestações da oposição. “O carnaval foi indiscutivelmente um sucesso. Um sucesso estrondoso. O que a oposição tenta fazer é asqueroso”, disse. Na avaliação do coordenador do Prerrogativas, o governo deveria aproveitar o momento político. Ele afirmou que deixar de fazê-lo seria uma “burrice sem precedentes”.

Relação com o público evangélico

Um auxiliar do presidente lembrou que Lula criou o “Dia do Pastor Evangélico” e sancionou a lei da liberdade religiosa, destacando iniciativas voltadas a esse segmento. Ainda assim, parte dos aliados avalia que o presidente precisará reforçar a aproximação com o público evangélico para assegurar ao menos uma fatia desse eleitorado nas eleições de outubro.

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