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Renan Filho atribui escassez de diesel em regiões do Brasil à especulação do mercado

Ministro diz que governo federal combate prática e defende isenção temporária do ICMS

Renan Filho (Foto: Michel Corvello /MT)

247 - O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), afirmou nesta terça-feira (24) que a escassez de diesel em regiões do país está relacionada à atuação especulativa do mercado. Segundo o ministro, o cenário também é influenciado por fatores externos, como a guerra no Oriente Médio, que pressiona os preços internacionais do combustível. Ele disse que o governo federal atua para conter a prática e normalizar o abastecimento, informa o SBT News.

Durante entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", do CanalGov, Renan Filho declarou que a retenção de estoques ocorre quando há expectativa de alta nos preços. "É especulação. É assim que o mercado sempre age", afirmou. O ministro explicou que os efeitos são mais intensos em regiões mais afastadas dos centros de distribuição, como o Rio Grande do Sul e a região amazônica, onde os gargalos logísticos ampliam o impacto da escassez.

Ele também comparou a situação à falta de máscaras durante a pandemia de Covid-19, quando houve retenção de produtos para venda futura com preços mais elevados. "O sujeito está especulando com o diesel para ganhar mais dinheiro. Isso não é aceitável", disse.

Debate sobre ICMS

Renan Filho também comentou a proposta do governo federal para que os estados zerem o ICMS sobre combustíveis até o fim de maio. A medida enfrenta resistência de governadores, incluindo Mateus Simões (PSD-MG), que classificou a iniciativa como "estúpida".

O ministro respondeu às críticas afirmando que o governador mineiro "não tem muita familiaridade com o que está acontecendo" e destacou que a União não pretende impor a medida. Ele defendeu, no entanto, que os estados adotem alternativas para reduzir o impacto dos preços ao consumidor.

Na mesma declaração, Renan Filho criticou a condução adotada durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, o atual governo busca diálogo com os estados, ao contrário do que ocorreu anteriormente. "Olha, não vou impor nada igual ao que o Bolsonaro fez", afirmou. Ele acrescentou que a aprovação de leis federais sobre tributos estaduais, na gestão passada, representou interferência indevida.

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