Rogério Correia pede impeachment de Viana e aponta fraude em votação na CPMI do INSS
Deputados do PT contestam resultado da votação conduzida pelo senador em 26 de fevereiro e pedem anulação
247 - Na segunda-feira (2), durante reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, os deputados federais Rogério Correia (PT-MG), Paulo Pimenta (PT-RS) e Alencar Santana (PT-SP) acusaram o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da comissão, de fraude na condução da última oitiva realizada em 26 de fevereiro. Correia afirmou que Viana proclamou um resultado de votação divergente do apurado, ignorando o número real de presentes e alterando o placar da sessão.
"Foi uma fraude de resultado, obviamente construída. Infelizmente, não foi por erro, mas por má-fé. Vou apresentar um requerimento para que seja analisada uma nova presidência para esta comissão. O senhor deveria ser impeachado com o resultado que teve aqui", disse o parlamentar. Ele acrescentou que "quem ocupa esse cargo precisa ter compromisso com a verdade e com a transparência", afirmou Rogério Correia.
Acusações de fraude
O deputado Paulo Pimenta detalhou que, no momento da votação, estavam presentes 14 parlamentares, e não apenas sete, como proclamado pelo presidente da comissão. "Eu, inclusive, fui à mesa e comuniquei à Vossa Excelência, antes da votação, que estávamos presentes naquele momento nove deputados e cinco senadores. Informei Vossa Excelência para que, no momento da verificação, não houvesse qualquer dúvida", explicou Pimenta.
O parlamentar ressaltou ainda que as imagens produzidas pela TV Câmara, TV Senado e por veículos de imprensa comprovam a divergência entre o resultado proclamado e a realidade. "Entendemos que Vossa Excelência cometeu aqui uma ilegalidade. E, portanto, essa ilegalidade deve ser anulada", afirmou.
Denúncias de proteção a bolsonaristas
Alencar Santana também se manifestou apoiando o pedido de impeachment e disse estar inseguro quanto à condução da CPMI e à legitimidade das futuras votações. O deputado denunciou ainda a proteção de parlamentares bolsonaristas, voltada a proteger a família Bolsonaro e aliados envolvidos em irregularidades relacionadas a recursos de aposentados e pensionistas.
A situação gera tensão na CPMI, que investiga irregularidades no INSS, e coloca em xeque a presidência de Carlos Viana, que poderá ser substituído caso o requerimento de impeachment seja aceito.


