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Saiba quem é Wellington Lima e Silva, novo ministro da justiça

Jurista com trajetória técnica, Wellington César Lima e Silva já ocupou cargos estratégicos nos governos Lula e Dilma

Saiba quem é Wellington Lima e Silva, novo ministro da justiça (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu o jurista Wellington César Lima e Silva para assumir o comando do Ministério da Justiça. Aos 60 anos, ele substitui Ricardo Lewandowski, cuja exoneração foi oficializada na última sexta-feira (9) no Diário Oficial da União. As informações são da CNN Brasil.

Trajetória acadêmica e atuação no Ministério Público

Formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Wellington Lima e Silva possui mestrado em Ciências Criminais e iniciou o doutorado em Direito Penal e Criminologia. Sua carreira no Ministério Público da Bahia começou em 1991, quando ingressou como promotor de Justiça.

Entre 2010 e 2014, ele exerceu dois mandatos consecutivos como procurador-geral de Justiça da Bahia. As nomeações ocorreram durante a gestão do então governador Jaques Wagner (PT), a partir de listas tríplices definidas pelo próprio órgão.

Passagem pelo Ministério da Justiça no governo Dilma

A projeção nacional levou Wellington Lima e Silva ao Ministério da Justiça em 2016, durante o governo da então presidenta Dilma Rousseff (PT). A permanência, no entanto, foi breve. Por ser procurador de Justiça do Ministério Público baiano, o Supremo Tribunal Federal entendeu que ele só poderia permanecer no cargo caso se desligasse da instituição.

Após 11 dias à frente da pasta, o jurista pediu exoneração do Ministério da Justiça e foi substituído por Eugênio Aragão, que ocupava na época o cargo de vice-procurador-geral eleitoral.

Atuação no governo Lula e retorno ao comando da pasta

No atual governo Lula, Wellington Lima e Silva voltou ao núcleo central do Planalto ao assumir a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, função estratégica que mantém interlocução direta com o presidente da República. Ele deixou o cargo em julho do ano passado, após ser indicado por Lula para atuar como advogado-geral da Petrobras.

No Palácio do Planalto, sua trajetória é associada a um perfil técnico e discreto, características consideradas relevantes por setores do governo para a condução do Ministério da Justiça. Até a definição do novo titular, a pasta esteve sob comando interino do secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto.

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