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Secretário do PT apelida tarifaço de "tariFlávio" após nova taxação de Trump

Éden Valadares afirma que postura de Flávio Bolsonaro estimulou ataque dos EUA à economia brasileira

Éden Valadares, Flávio Bolsonaro e Donald Trump (Foto: Vinícius Magalhães | Reprodução/X/@FlavioBolsonaro)
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247 - O secretário Nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, apelidou de “TariFlávio” o episódio envolvendo a nova taxação proposta pelo governo de Donald Trump contra o Brasil e responsabilizou o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pela escalada de pressão dos Estados Unidos sobre a economia brasileira.

Segundo o dirigente petista, o pedido de Flávio Bolsonaro para que Trump interferisse em temas ligados à soberania nacional teria relação direta com o tarifaço de 25% anunciado pelos Estados Unidos na segunda-feira (1º).

Éden afirmou que a postura do filho de Jair Bolsonaro (PL) demonstra subserviência política e pode produzir impactos concretos sobre a economia do país. Para o secretário do PT, o alinhamento da família Bolsonaro a interesses estrangeiros ameaça empregos, capacidade produtiva, investimentos e o custo de vida da população brasileira.

“Na semana passada, Flávio bateu palma para os EUA interferirem na nossa segurança pública. Hoje, o governo Trump responde com um tarifaço de 25%. Até onde a família Bolsonaro é capaz de agir contra o Brasil para atender seus próprios interesses? Cada novo capítulo prova que essa postura mesquinha e subserviente resulta em ataques à indústria nacional e joga o emprego dos brasileiros no lixo”, afirmou Éden.

O dirigente petista também disse que a ofensiva dos Estados Unidos pode atingir áreas estratégicas da soberania digital brasileira, incluindo o Pix e a proteção da privacidade no ambiente digital. Para ele, o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro já se tornou um incômodo para Trump.

“Os EUA avançam e agora miram até o nosso Pix e a proteção da privacidade no ambiente digital. Nós vamos dialogar com o povo e mostrar para a sociedade brasileira, trabalhadores e empresários que o aplauso de Flávio Bolsonaro a sanções estrangeiras pavimentou o caminho para esse ataque à nossa economia e empregos”, declarou.

Éden defendeu que a soberania nacional não pode ser negociada e afirmou que o debate eleitoral deste ano deve expor, segundo ele, a diferença entre dois projetos de país. O secretário do PT sustentou que Lula representa a defesa da autodeterminação brasileira, enquanto Flávio Bolsonaro estaria associado a uma agenda de submissão aos Estados Unidos.

“Flávio Bolsonaro quer a Presidência para entregar aos EUA. Lula representa a autodeterminação do povo brasileiro e nossa soberania. Flávio mente para se afastar do escândalo Master e proteger sua família. Lula defende o Brasil”, concluiu.

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