Silveira defende integração regional para lítio e terras raras
Ministro propõe corredores estratégicos na América do Sul para fortalecer a transição energética e ampliar valor agregado aos minerais críticos
247 - O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu, nesta terça-feira (13), a criação e o desenvolvimento de corredores estratégicos de lítio e terras raras na América do Sul como eixo central para a integração regional e para o fortalecimento da transição energética. A manifestação ocorreu durante participação em painel do Future Minerals Forum 2026, realizado em Riade, na Arábia Saudita, evento que reúne autoridades e lideranças do setor mineral de diversos países.
Ao tratar do tema, Silveira afirmou que a estratégia deve ser construída a partir da cooperação entre países sul-americanos que concentram reservas de minerais críticos e nações que dominam as etapas de beneficiamento industrial, com foco no compartilhamento de tecnologia e no fortalecimento das cadeias produtivas regionais.
Durante o painel, o ministro destacou que a proposta envolve não apenas o lítio e as terras raras, mas também outros insumos estratégicos para a economia global. “Falo da expansão do mapa da integração com os novos corredores estratégicos de lítio e terras raras na América do Sul, além do potencial de crescimento da produção de cobre, níquel e minério de ferro de alta qualidade”, afirmou Silveira, conforme o texto do discurso divulgado por sua assessoria.
O ministro ressaltou que a criação desses corredores depende de um volume expressivo de investimentos em logística e infraestrutura, além da oferta de financiamento compatível com a dimensão dos projetos. Segundo ele, sem essas condições, não será possível consolidar uma integração produtiva capaz de gerar desenvolvimento econômico e social nos países produtores. “A iniciativa de criar esses corredores vai exigir mais investimento em infraestrutura robusta e financiamento condizente”, declarou.
Silveira também defendeu uma mudança no modelo histórico de exploração mineral, com maior agregação de valor nos próprios países detentores das reservas. “Defender a agregação de valor nos países detentores de reserva e, portanto, produtores, é a forma justa de fazer a extração. Não podemos mais aceitar a exploração predatória sem legado social”, afirmou o ministro, ao associar a política mineral à geração de benefícios duradouros para as populações locais.
A proposta apresentada no fórum internacional reforça a estratégia do governo brasileiro de ampliar o protagonismo da América do Sul na cadeia global de minerais críticos, em um contexto de crescente demanda por insumos essenciais à transição energética e às novas tecnologias.


