Brasil aposta na mineração sustentável para liderar segurança energética global
Em evento na Arábia Saudita, ministro defende investimentos, agregação de valor e papel estratégico do país no Sul Global
247 - O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), afirmou que o fortalecimento do Sul Global é um elemento central para garantir a segurança energética mundial e destacou o Brasil como um dos protagonistas desse processo. A declaração foi feita durante o Future Minerals Forum, realizado em Riad, na Arábia Saudita, que reúne líderes governamentais e executivos das principais empresas globais de mineração.
No encontro, Silveira apresentou o Brasil como um destino seguro e atrativo para investimentos em toda a cadeia mineral, ressaltando o potencial do país em um contexto de transição energética e reorganização das cadeias globais de suprimento.
Segundo o ministro, o diferencial brasileiro está na combinação entre abundância de recursos, compromisso ambiental e estabilidade institucional. Ele ressaltou que o país possui um patrimônio mineral considerado de classe mundial, aliado a uma mineração sustentável e legal, com foco em resultados econômicos e sociais.
“Estamos entre as maiores reservas e recursos do planeta em minério de ferro de alta qualidade, terras raras, nióbio, lítio, cobre e níquel, entre outros. Relembro, ainda, nossa estabilidade jurídica, econômica, social, política e regulatória. Quero convidá-los a conhecer as riquezas naturais do nosso país, especialmente em Minas Gerais e no Pará”, afirmou.
Durante sua participação no fórum, Alexandre Silveira defendeu de forma enfática a agregação de valor nos países produtores de minerais, argumentando que a simples exportação de matéria-prima já não atende às exigências econômicas, sociais e ambientais do cenário atual. Para ele, a industrialização local e o trabalho decente são caminhos indispensáveis para uma exploração responsável.
“A industrialização nos países produtores torna-se uma solução pragmática para descarbonizar as cadeias de suprimento que todos compartilhamos. Defender a agregação de valor nos países detentores de reserva e, portanto, produtores, é a forma justa de fazer a exploração. Esse caminho inclui a melhoria da qualidade de vida de sua população e assegura sua soberania. Assim é que garantiremos cadeias resilientes, estáveis e livres de gargalos para todo o planeta”, completou.
O ministro também destacou a importância da integração regional na América do Sul, apontando oportunidades para a criação de novos corredores estratégicos de minerais como lítio e terras raras, além da ampliação da produção de cobre, níquel e minério de ferro de alta qualidade. Na avaliação de Silveira, essa articulação regional permitiria ao continente oferecer ao mercado global não apenas recursos naturais, mas soluções completas ao longo de toda a cadeia produtiva.
Nesse contexto, ele defendeu o fortalecimento dos centros tecnológicos brasileiros e sua inserção em redes internacionais de excelência, como forma de atrair investimentos e parcerias estratégicas. A ampliação desses corredores, segundo o ministro, exige aportes significativos em infraestrutura e financiamento compatíveis com os desafios impostos pelas mudanças climáticas.
“Esses corredores exigem mais investimento em infraestrutura robusta e financiamento condizente com o desafio climático que enfrentamos. Infraestrutura física é imprescindível e estamos abertos a parceiros novos. Vamos usar nosso potencial mineral e industrial como alavanca para viabilizar cadeias de suprimento estratégicas intrarregionais. Sob a liderança do presidente Lula, o Brasil reafirma seu compromisso de ser o elo que une a abundância mineral à prosperidade, com desenvolvimento e sustentável e inclusão social”, concluiu Alexandre Silveira.




