STF afasta prefeito e vice de Macapá em meio a investigação sobre fraude na saúde
Decisão determina afastamento por 60 dias após operação da PF que apura direcionamento de licitação na obra do Hospital Geral Municipal
247 - O prefeito de Macapá (AP), Dr. Furlan (PSD), e o vice-prefeito Mario Neto (PODEMOS) foram afastados de seus cargos por 60 dias por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de fraude em licitações na área da saúde. A decisão foi cumprida nesta quarta-feira (4) durante a segunda fase da operação Paroxismo, da Polícia Federal, informa o G1.
A medida também atinge outros integrantes da administração municipal. Além do prefeito e do vice, foram afastados a secretária municipal de Saúde, Erica Aymoré, e o presidente da Comissão Permanente de Licitação da prefeitura.
Operação cumpre mandados em três estados
A segunda fase da operação Paroxismo incluiu o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão em Macapá, além de diligências nas cidades de Belém (PA) e Natal (RN). Na capital amapaense, endereços ligados ao prefeito Dr. Furlan foram alvo das buscas.
Entre os locais vistoriados pela Polícia Federal está uma clínica vinculada ao prefeito.
Suspeita de fraude em licitação
A investigação da Polícia Federal apura um possível esquema envolvendo agentes públicos e empresários para direcionar processos licitatórios e garantir vantagens indevidas em contratos públicos.
O foco das apurações é a licitação referente à construção do Hospital Geral Municipal de Macapá, uma das principais obras de infraestrutura da saúde na capital.
Obra de R$ 70 milhões está no centro da investigação
O contrato investigado foi firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá e envolve um orçamento estimado em cerca de R$ 70 milhões.
De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que o grupo investigado tenha manipulado o processo licitatório para favorecer empresas específicas. Também existem suspeitas de desvio de recursos públicos e posterior lavagem de dinheiro, por meio de movimentações financeiras consideradas irregulares.
A operação busca esclarecer se a obra do hospital foi utilizada para viabilizar o enriquecimento ilícito de agentes públicos e empresários envolvidos no caso.


