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Tereza Cristina rejeita ser vice de Flávio, que busca Zema e alternativas no Nordeste

Campanha recalibra estratégia após negativa e amplia articulações com Minas Gerais e lideranças nordestinas

Senador Flávio Bolsonaro 15/01/2026 REUTERS/Adriano Machado (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a reavaliar sua estratégia para a escolha do candidato a vice após a senadora Tereza Cristina (PP-MS) indicar que não pretende integrar a chapa presidencial. Considerada um nome de peso para reduzir resistências no agronegócio, a ex-ministra da Agricultura demonstrou preferência por permanecer no Senado, o que obrigou aliados do parlamentar a ampliar as articulações políticas, informa o jornal O Globo.

O movimento levou a equipe de Flávio a retomar negociações com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), além de buscar alternativas no Nordeste. Publicamente, Tereza Cristina evitou confirmar qualquer convite formal e afirmou: “Vice é uma das últimas escolhas que se faz numa campanha eleitoral e depende de muitos fatores, como os partidos que vão coligar”.

Aproximação com Zema ganha novo impulso

Com a sinalização da senadora, a campanha reabriu o diálogo com o partido Novo. Interlocutores indicam que houve avanço nas tratativas, incluindo conversas entre o presidente da legenda, Eduardo Ribeiro, e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o que indica uma flexibilização da resistência anterior do partido a uma aliança com o bolsonarismo.

O nome de Zema passou a ser visto como estratégico tanto pelo peso eleitoral de Minas Gerais quanto pelos efeitos que uma eventual composição poderia gerar na disputa estadual. Aliados avaliam que a aproximação com o PL pode fortalecer o grupo político do governador na sucessão local.

Nordeste entra como plano alternativo

Enquanto mantém negociações em curso com Tereza Cristina e Zema, a campanha também passou a mapear nomes do Nordeste como alternativas. Entre os cotados estão o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil-BA), e a ex-deputada federal Roberta Roma (PL-BA).

Ao comentar a possibilidade, Roberta Roma demonstrou cautela e declarou: “Estou lutando aqui na Bahia para renovar meu mandato. Acho que a ministra Tereza Cristina é o melhor nome para ocupar essa vice”.

Outros nomes também foram discutidos nos bastidores, como a vereadora Priscila Costa (PL-CE) e a deputada federal Carla Dickson (PL-RN), em um cenário que prioriza uma candidatura feminina do Nordeste com perfil conservador e forte conexão com o eleitorado evangélico.

Investigações aumentam incertezas no cenário político

A definição do vice ocorre em meio a um ambiente político mais instável, influenciado pelo avanço das investigações relacionadas ao caso Banco Master. O tema passou a integrar as avaliações da campanha, especialmente diante do potencial impacto sobre lideranças de partidos aliados.

Mensagens obtidas pela Polícia Federal mencionam figuras políticas relevantes, incluindo o senador Ciro Nogueira, citado como “amigo da vida” do banqueiro Daniel Vorcaro. A situação tem levado aliados a ponderar os riscos políticos envolvidos na formação de alianças.

Diante desse cenário, a campanha de Flávio Bolsonaro mantém diferentes frentes de negociação abertas, buscando construir uma chapa que equilibre força eleitoral, alianças regionais e viabilidade política para a disputa presidencial.

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