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Toffoli libera depoimento de Daniel Vorcaro à CPI do INSS após o Carnaval

Presidente da comissão diz que dono do banco Master será ouvido em 19 de fevereiro e relata compromissos assumidos pelo ministro do STF sobre sigilos

Dias Toffoli (Foto: Gustavo Moreno/STF)

247 - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista do INSS deve ouvir o empresário Daniel Vorcaro, dono do banco Master, na primeira quinta-feira após o Carnaval, em 19 de fevereiro. A confirmação foi feita pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), durante entrevista coletiva no Senado Federal. Segundo ele, a autorização para o comparecimento foi concedida pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Reportagem da Folha de S.Paulo destaca que a liberação ocorreu após uma reunião entre o senador e o ministro, realizada nesta terça-feira (3). Toffoli é relator no STF do processo que envolve o banco Master e, segundo o parlamentar, demonstrou disposição para dialogar sobre o andamento das investigações conduzidas pela CPI.

Durante a coletiva, Viana detalhou o conteúdo da conversa com o ministro. “Eu levei a ele todos os relatórios, as informações do que nós já avançamos na investigação do INSS e a necessidade de que nós tenhamos a colaboração nos vários momentos que precisamos”, afirmou o senador, destacando que Toffoli se colocou à disposição para tratar do tema.

O ministro do STF tem sido alvo de críticas por ter determinado sigilo elevado sobre as apurações relacionadas ao banco Master. Além disso, no ano passado, Toffoli retirou da CPMI documentos que continham mensagens de Vorcaro protegidas por sigilo. Segundo Viana, o ministro agora se comprometeu a autorizar o compartilhamento das quebras de sigilo com o Senado Federal. “Assim que a Polícia Federal fizer toda a compilação”, disse o senador, estimando que isso deve ocorrer “em duas ou três semanas no máximo”.

A mudança da data do depoimento de Vorcaro foi solicitada pela defesa do empresário, que alegou “problema de saúde”. Inicialmente previsto para outra data, o comparecimento foi remarcado para a semana seguinte ao Carnaval. Viana afirmou ainda que os advogados se comprometeram a não ingressar com pedido de habeas corpus para impedir a ida do ex-banqueiro à comissão.

O presidente da CPI foi enfático ao comentar a possibilidade de descumprimento do acordo. “Se não vier, vocês tenham certeza absoluta que eu vou usar da minha autoridade como presidente para trazê-lo aqui debaixo de condução coercitiva”, declarou.

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