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Trump confunde filhos de Jair Bolsonaro ao comentar condenação de Eduardo

Presidente dos Estados Unidos afirmou ter ouvido que "prenderam o Bolsonaro Jr." durante a cúpula do G7

Eduardo Bolsonaro - Donald Trump - Flávio Bolsonaro (Foto: Daniel Torok/Casa Branca / Geraldo Magela/Agência Senado / Saulo Cruz/Agência Senado)
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247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confundiu os filhos de Jair Bolsonaro ao comentar, nesta quarta-feira (17), a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Durante participação na cúpula do G7, realizada na França, o mandatário estadunidense declarou ter ouvido que "prenderam o Bolsonaro Jr." e afirmou que o político brasileiro vinha apresentando bom desempenho nas pesquisas eleitorais. As informações são do jornal O Globo.

No entanto, o integrante da família Bolsonaro apontado como possível candidato à Presidência da República é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). "Tem sido desagradável. Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo a um cargo hoje. Fiquei sabendo disso depois que saímos. Eu tinha acabado de me despedir dele (Lula) e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas, e o prenderam porque ele deu uma declaração no Texas. Prenderam ele, ou querem prender ele", afirmou Trump.

Condenação de Eduardo Bolsonaro

Na terça-feira (16), a Primeira Turma do STF condenou por unanimidade Eduardo Bolsonaro pelos crimes de coação de magistrados e articulação de sanções junto ao governo dos Estados Unidos contra integrantes do Judiciário brasileiro. Segundo a decisão, o ex-deputado atuou para pressionar autoridades brasileiras e interferir no julgamento relacionado à tentativa de golpe de Estado que resultou na condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão. Eduardo reside atualmente em Southlake, no estado do Texas.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que o ex-parlamentar trabalhou para promover medidas contra autoridades brasileiras, incluindo sanções econômicas, suspensão de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes. De acordo com a acusação, as iniciativas buscavam constranger integrantes do STF às vésperas do julgamento que condenou o ex-mandatário.

Conversa com Lula no G7

Trump também comentou o encontro que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a reunião do G7. Ao ser questionado sobre temas tratados na conversa, como tarifas comerciais e o enquadramento das facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, o mandatário estadunidense não entrou em detalhes.

"Sim, eu passei bastante tempo com ele (Lula), na verdade", declarou. Na sequência, Trump classificou o Brasil como um país de ambiente político complexo. "Tornou-se um país um pouco complicado, não é? Politicamente. Tem sido um pouco perigoso politicamente", completou o líder dos EUA.

Mais tarde, Lula reagiu às declarações e afirmou esperar que Trump não interfira nas eleições brasileiras.

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