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"Tudo precisa ser investigado", diz líder do PP no Senado após Ciro Nogueira ser alvo da PF

Tereza Cristina, porém, pede cautela e afirma que apuração deve ocorrer com garantia de ampla defesa ao presidente do PP

Senadora Tereza Cristina (PP-MS) em pronunciamento à bancada. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

247 - A líder do PP no Senado, Tereza Cristina (MS), afirmou nesta quinta-feira (7) que “tudo precisa ser investigado” após a Polícia Federal deflagrar a quinta fase da Operação Compliance Zero, que teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional da legenda. As informações são do jornal O Globo.

A Operação Compliance Zero investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro relacionados ao Banco Master. “Tudo precisa ser investigado. Se existe alguma coisa, precisa ser investigada. Também tem que dar o direito de ampla defesa e não julgar antes de saber o resultado das investigações”, disse a senadora.

Centrão e aliados evitam defesa enfática do presidente do PP

A fala da líder do PP ocorre em meio à repercussão da operação no meio político. Integrantes do Centrão e aliados de Ciro Nogueira evitaram fazer uma defesa mais enfática do senador após o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Nos bastidores, dirigentes partidários já consideravam possível uma operação contra o parlamentar após o vazamento de mensagens envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Lideranças políticas também demonstram preocupação com o alcance da investigação e possíveis novos desdobramentos.

PF aponta relação entre emenda e Banco Master

Na decisão que autorizou a operação, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que investigadores apontam Ciro Nogueira como suposto “destinatário central” de vantagens indevidas pagas por pessoas ligadas ao banco.

Entre os elementos citados pela Polícia Federal está uma emenda apresentada por Ciro Nogueira em 2024 para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A proposta ficou conhecida nos bastidores do Senado como “emenda Master”. Segundo a PF, mensagens apreendidas indicam que o texto da emenda teria sido elaborado dentro do Banco Master antes de ser encaminhado ao senador.

Mensagens de Vorcaro estão na apuração

Em uma das conversas citadas na investigação, Vorcaro comemora a apresentação da proposta ao afirmar que o texto “saiu exatamente como mandei”. A proposta previa ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, mecanismo utilizado para garantir parte dos investimentos em caso de quebra de instituições financeiras. A emenda, porém, não foi aprovada no Congresso Nacional.

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