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Vieira se reunirá com Alcolumbre para discutir prorrogação da CPI do Crime Organizado

Encontro entre os senadores está previsto para ocorrer na tarde desta terça-feira

Alessandro Vieira e Davi Alcolumbre (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado - Carlos Moura/Agência Senado)

247 - O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou nesta terça-feira (7) que se reunirá com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para tratar da prorrogação dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O encontro está previsto para ocorrer na tarde do mesmo dia, segundo o SBT News.

Sem a ampliação do prazo, a comissão deve encerrar suas atividades no dia 14 de abril, após completar 120 dias de funcionamento. Vieira defende a extensão por mais 60 dias, com o objetivo de dar continuidade às audiências sem interferir no calendário eleitoral.

Pedido de prorrogação

O pedido de prorrogação foi protocolado na segunda-feira (6) e conta com o apoio de 28 senadores, número superior ao mínimo exigido para tramitação. Segundo o relator, não é necessária autorização do presidente do Senado para que a medida tenha efeito. "Não é preciso que o Alcolumbre autorize, nem que faça leitura em plenário. Basta publicar o pedido e a CPI é prorrogada", declarou.

Durante a sessão desta terça-feira (7), Vieira afirmou que o colegiado concluirá os trabalhos com relatório final, caso não haja prorrogação. "Se for encerrada na próxima semana, será com relatório completo, atribuindo responsabilidades e apresentando indiciamentos. Ninguém veio pra brincar em Brasília", disse.

Críticas a decisões do STF

Na mesma sessão, o senador criticou decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que restringiu o compartilhamento de dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras. Vieira afirmou que a medida dificulta o acesso a informações necessárias às investigações.

"O que tem de tão grave que tem de esconder? São os voos nos aviões do Vorcaro? Os contratos multimilionários? Não dá mais pra esconder, a imprensa mostrou, a CPI comprovou", declarou.

O relator também mencionou decisões do Supremo que, segundo ele, impactam o funcionamento de comissões parlamentares de inquérito. Ele citou medida do ministro André Mendonça que desobriga o comparecimento do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), à comissão.

O presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES), também se manifestou sobre o tema e classificou a decisão como uma "afronta à população brasileira". Ele afirmou que a medida será contestada pela advocacia do Senado. "A gente aprova oitiva de testemunha, o Supremo invalida. A gente aprova convocação, o Supremo invalida", disse.

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