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Washington Quaquá defende aliança com o centro para garantir vitórias no Senado

Dirigente avalia que acordos estaduais entre esquerda e centro são decisivos para conter avanço da ultradireita e assegurar um Senado alinhado à democracia

Washington Quaquá (Foto: Clarildo Menezes/Prefeitura de Maricá)

247 - O vice-presidente do PT, Washington Quaquá, defendeu a construção de alianças entre a esquerda e partidos de centro nos estados como estratégia para garantir vitórias na disputa pelo Senado nas eleições de outubro. Com mais de 150 milhões de brasileiros aptos a votar e dois terços das cadeiras da Casa em disputa, o dirigente avalia que o resultado terá impacto direto sobre o equilíbrio institucional do país.

Em entrevista ao Metrópoles, Quaquá destacou que o Senado ocupa uma posição estratégica por suas atribuições em temas centrais do Estado brasileiro. Entre elas, citou a sabatina de ministros indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF), a análise de nomes para embaixadas e a possibilidade de conduzir processos de impeachment contra integrantes da Corte.

Segundo o vice-presidente do PT, a atenção redobrada à disputa pelo Senado também se explica pelo movimento da direita para ampliar sua presença na Casa. Ele alertou para os riscos de uma maioria alinhada ao bolsonarismo. “Do outro lado, na ultradireita, lá no bolsonarismo, existe toda uma política de descontração das instituições democráticas. Então, impedir que eles tenham maioria no Senado para poder impor uma política autoritária ao país é fundamental”, afirmou.

Para enfrentar esse cenário, Quaquá defende que o partido priorize acordos políticos com o centro em todos os estados. Na avaliação dele, a formação de chapas conjuntas aumenta as chances de vitória contra candidatos da ultradireita. “Tenho defendido que em todos os estados, a esquerda tenha uma aliança prioritária com o centro. Como são duas candidaturas, sempre uma candidatura de esquerda aliada a uma de centro para que juntas as duas possam vencer a ultradireita e ter um senado democrático”, declarou.

A posição expressa pelo dirigente está alinhada a uma resolução aprovada pela direção nacional do PT em dezembro do ano passado, que orienta as negociações políticas da legenda em 2024. O documento estabelece como prioridade a montagem de chapas consideradas competitivas para o Senado, com o objetivo de sustentar a campanha do presidente Lula à reeleição e assegurar governabilidade.

De acordo com a resolução, “o Senado, em particular, deve ser tratado como prioridade, uma vez que sua composição será determinante para a aprovação de reformas estratégicas”. A partir dessa diretriz, o partido defende disputar as vagas com força, recorrendo a alianças políticas e à mobilização social como instrumentos centrais da estratégia eleitoral.

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