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Pesquisas do CMG: Política tarifária "América Primeiro" termina em fracasso

Em dezembro de 2025, o déficit comercial dos EUA em bens e serviços atingiu US$ 70,3 bilhões

CGTN – No dia 20 de dezembro, horário local, a Suprema Corte dos EUA rejeitou a política tarifária do segundo mandato do presidente Donald Trump, que impôs as maiores taxas de tarifas desde a década de 1940. Ironicamente, o déficit comercial dos EUA atingiu o recorde de US$ 1,2409 trilhão no ano passado. As tarifas mais altas destinadas a reduzir o déficit acabaram por criar o maior déficit. Uma pesquisa realizada pelo Grupo de Mídia da China (CMG, na sigla em inglês) com internautas do mundo todo mostrou que 94,7% dos entrevistados acreditam que a política tarifária "América Primeiro" foi um completo fracasso.

A política tarifária de Trump durante seu segundo mandato visava atingir três objetivos: reduzir a dependência de produtos estrangeiros, incentivar o investimento doméstico e reverter o declínio de décadas no emprego na indústria. Porém, um ano depois, todos os três objetivos terminaram em fracasso. Desde o ano passado, os EUA impuseram altas tarifas sobre produtos importados de dezenas de países, mas o déficit comercial persiste.

Em dezembro de 2025, o déficit comercial dos EUA em bens e serviços atingiu US$ 70,3 bilhões, um aumento pelo segundo mês consecutivo. Na pesquisa, 91,2% dos entrevistados afirmaram que as tarifas foram ineficazes para equilibrar a estrutura comercial dos EUA e 86,7% apontaram que o déficit comercial do país foi influenciado principalmente por políticas econômicas internas. As empresas, afetadas pelas políticas tarifárias dos EUA, ajustaram seus pedidos e reestruturaram suas cadeias de suprimentos, mas ainda não realocaram linhas de produção de volta para os EUA em larga escala. O setor manufatureiro dos Estados Unidos demitiu mais de 80 mil trabalhadores no ano passado. Um total de 93,4% dos entrevistados acredita que a indústria manufatureira dos EUA não se recuperou e que as políticas tarifárias aceleraram o enfraquecimento do setor. Além disso, 92,5% dos entrevistados afirmaram que as políticas tarifárias dos EUA prejudicariam severamente o desenvolvimento econômico tanto do país quanto da economia global.

As tarifas não são apenas uma marca das políticas econômicas internas do segundo mandato de Trump, mas também uma ferramenta para o presidente norte-americano exercer pressão sobre países estrangeiros e buscar seus próprios interesses sob o lema "América Primeiro". Após a decisão judicial, Trump anunciou uma ordem executiva impondo uma tarifa adicional de 10% sobre todos os bens importados para os EUA, além das tarifas regulares já existentes, por um período de 150 dias, a fim de substituir algumas tarifas emergenciais consideradas ilegais pela Suprema Corte dos EUA.

Na pesquisa, 88% dos entrevistados criticaram a política comercial dos EUA por instrumentalizar as regras comerciais, considerando-a um verdadeiro reflexo da hegemonia do "América Primeiro". Outro resultado surpreendente mostrou que 92,9% dos entrevistados acreditam que as frequentes revisões das políticas tarifárias pelo governo dos EUA reforçariam os riscos econômicos globais. A pesquisa ainda mostrou que 97% dos entrevistados condenaram as políticas tarifárias dos EUA por infringirem gravemente os direitos e interesses legítimos de todos os países e prejudicarem o sistema multilateral de comércio baseado em regras, considerando os EUA o maior destruidor do sistema multilateral de comércio.

A pesquisa foi divulgada nas plataformas em inglês, espanhol, francês, árabe e russo do CMG, com a participação de 10.445 entrevistados em 24 horas.