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Durigan diz que economia brasileira vai "surpreender de novo" no segundo trimestre

Declaração foi feita durante reunião no Planalto; ministro destacou crescimento acima das projeções e inflação sob controle

O ministro da Fazenda, Dario Durigan (Foto: Washington Costa/MF)
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247 - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (3) que a economia brasileira deverá apresentar um desempenho melhor do que o esperado também no segundo trimestre de 2026. A declaração foi feita durante reunião ministerial no Palácio do Planalto. 

"Deveria aguardar um segundo trimestre na mesma linha. Muita gente estava pessimista, dizendo que viria ruim. Vamos de novo surpreender no segundo trimestre de 2026", declarou Durigan. O ministro participou do encontro após os pronunciamentos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior.

Durante sua apresentação, fez um balanço das ações do governo federal e afirmou que a atual gestão contribuiu para reconstruir um país soberano e democrático. "Estamos honrando com o nosso trabalho esse país que é altivo, que não tem que baixar a cabeça para ninguém, respeita sua população e a dos demais países do mundo", disse.

Crescimento acima das projeções

Durigan sustentou que o Brasil voltou a ocupar uma posição de destaque no cenário econômico e afirmou que os resultados recentes superaram as expectativas do mercado. "Isso me dá um orgulho enorme, porque nossa economia voltou a ser pujante. Não é um trabalho simples", declarou.

Ao comentar o início do atual governo, o ministro relembrou os desafios políticos e econômicos enfrentados desde a transição presidencial. Segundo ele, havia previsões negativas para a economia brasileira que não se concretizaram.

"Desafios começaram antes de Lula tomar posse. Em 2022 e em 2023, tivemos ameaça à democracia, ataques às instituições e ceticismo na economia que há algum tempo eu não via. Diziam que o Brasil ia quebrar e o dólar ia estourar. Hoje o dólar está mais baixo do que quando Lula assumiu", afirmou.

Na avaliação de Durigan, o crescimento econômico registrado nos últimos anos ultrapassou as estimativas do mercado financeiro. "Mesmo com todos esses desafios, constituímos um país forte, democrático e soberano, e uma economia resiliente e forte. Não tem voo de galinha no Brasil nos mandatos de Lula. As taxas de crescimento superaram em muito todas as projeções do mercado brasileiro", disse.

Inflação e cenário internacional

O ministro também afirmou que a inflação permaneceu sob controle durante o atual mandato presidencial e projetou que o índice encerrará o período abaixo de 5%. "A inflação em um mandato presidencial nunca foi tão baixa, nunca esteve tão estável e sob controle. Vamos fechar os quatro anos do mandato com inflação abaixo de 5%, o que é fantástico. Isso é benefício para as pessoas", declarou.

Durigan também abordou a percepção internacional sobre o Brasil. Segundo ele, o país é visto como uma economia com potencial para contribuir globalmente, ao mesmo tempo em que busca manter estabilidade econômica, crescimento sustentável, investimentos e proteção social.

"Temos compromisso de ter economia estável, com crescimento sustentável, que mantenha o seu compromisso histórico de melhorar a vida das pessoas e de quem mais precisa, com mais investimentos, com mais proteção social", afirmou.

Durante a reunião, o ministro anunciou a intenção da equipe econômica de trabalhar para ampliar o limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) nos próximos anos. "Vamos trabalhar para que, nos próximos anos, o MEI aumente o patamar do limite e as pessoas possam contratar mais uma pessoa", disse.

Guerra entre Estados Unidos e Irã

Durigan também comentou os impactos econômicos da guerra entre Estados Unidos e Irã e afirmou que o governo continuará adotando medidas para reduzir os efeitos do conflito sobre a população brasileira.

"O Brasil não vai ser sócio dessa guerra. Nós vamos usar a economia forte que fomos construindo com o tempo, uma economia resiliente que tem combustíveis sustentáveis, para proteger a nossa população", declarou.

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