HOME > Economia

"Não tem voo de galinha no Brasil nos governos Lula", diz Dario Durigan

Ministro da Fazenda destaca crescimento, emprego, renda e justiça fiscal ao longo dos últimos anos

Ministro da Fazenda, Dario Durigan 31 de março de 2026 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Adriano Machado / Reuters)
Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

247 - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vive um ciclo de crescimento econômico consistente no governo Lula (PT), com avanço do emprego, da renda e da justiça fiscal ao longo dos últimos anos. A declaração foi feita na abertura de reunião ministerial, em defesa dos resultados obtidos pelo governo federal.

Segundo Durigan, mesmo diante de desafios internos e externos - como tarifaço, guerras e desastres naturais -, o Brasil se consolidou como um país “forte, democrático, soberano” e com uma economia “resiliente e muito forte”. Ele afirmou que os indicadores econômicos têm se traduzido em melhorias concretas na vida da população.

“Não tem voo de galinha no Brasil nos mandatos do presidente Lula. A taxa de crescimento superou, em muito, todas as projeções de expectativa do mercado brasileiro, mas não só. Estive recentemente no FMI e no Banco Mundial e eles me disseram: ‘vocês bateram todas as metas que a gente tinha colocado para o Brasil. O Brasil cresceu muito mais do que o mundo esperava’”, declarou.

Durigan também rebateu avaliações de que o crescimento econômico brasileiro estaria associado a desequilíbrios inflacionários. Segundo ele, a inflação no atual mandato presidencial se mantém em patamar historicamente baixo e sob controle.

“E aí a gente ouve: ‘isso gera inflação, está desequilibrado’. E não. Na inflação está acontecendo uma coisa muito diferente, e diferente para melhor. A inflação num mandato presidencial nunca foi tão baixa. Nunca esteve tão estável e sob controle. Vamos fechar os quatro anos desse mandato do presidente Lula com inflação abaixo de 5%, o que é fantástico. Isso é benefício para as pessoas, garantir poder de compra para quem mais precisa”, afirmou.

O ministro destacou ainda o desempenho da balança comercial, que, segundo ele, vem registrando recordes sucessivos nos anos recentes do governo. Para Durigan, os resultados reforçam a capacidade do país de combinar crescimento, estabilidade econômica e melhoria das condições sociais.

Na área do trabalho, Durigan afirmou que o governo gerou mais de 5 milhões de empregos desde 2023, com expansão do emprego formal, valorização do salário mínimo e aumento da renda dos trabalhadores. Ele também ressaltou que o desemprego segue em mínima histórica.

“Nós geramos mais de 5 milhões de empregos desde 2023. E é emprego formal, que deixou de pagar Imposto de Renda com a nossa lei aprovada no ano passado, que tem melhorado a renda com a valorização do salário mínimo. A renda nunca esteve tão alta de quem está empregado no país. E o desemprego segue em mínima histórica”, disse.

Durigan afirmou que a estabilidade social melhorou no país, com aumento da renda das famílias, redução da extrema pobreza e avanço de índices urbanos de desenvolvimento. Ele também projetou um desempenho positivo para o segundo trimestre de 2026.

“A gente deveria aguardar um segundo trimestre de 2026 na mesma linha. Muita gente estava pessimista. Vamos, de novo, surpreender no segundo trimestre”, afirmou.

Ao tratar da política fiscal, Durigan disse que o governo busca equilibrar as contas públicas com foco na população mais pobre e na cobrança de setores com maior capacidade econômica. Segundo ele, o país hoje paga menos tributos do que no passado, enquanto trabalhadores assalariados foram beneficiados por medidas de alívio fiscal.

“Por isso acertamos as contas do país colocando o pobre no orçamento e cobrando de quem tem capacidade econômica. E os mais ricos têm voz. Eles falam no Congresso e na imprensa e querem fazer parecer que está se pagando mais tributo, quando, na verdade, o país paga menos tributo hoje do que pagava no passado. Já justiça fiscal e justiça social. Quem hoje vive de salário paga menos tributo. E quem tem fundo offshore, quem é dono de bet, hoje paga pela primeira vez tributo no país, o que é muito justo”, declarou.

Durigan também citou o Desenrola, programa de renegociação de dívidas, como uma das iniciativas voltadas à recuperação da capacidade de crédito da população. Segundo ele, mais de 1 milhão de pessoas já renegociaram dívidas com descontos médios de 85%.

“O Desenrola está bombando. Estamos no começo de uma mobilização nacional de 90 dias. Se você tem ou conhece pessoas que têm dívidas com os bancos, agora é a hora de você fazer a renegociação, limpar seu nome, voltar a poder pegar crédito barato e bom. Mais de 1 milhão de pessoas estão com a dívida renegociada, com 85% de desconto. Estamos falando de um desconto que a gente nunca viu antes. E vamos aumentar muito esse número de pessoas beneficiadas”, afirmou.

Na agenda trabalhista, Durigan defendeu o fim da escala 6x1 como parte das medidas para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Ele afirmou que o governo pretende avançar para garantir dois dias de descanso por semana.

“O fim da escala 6x1. Quer reconhecimento maior de que a gente sabe que a vida do trabalhador precisa melhorar ainda mais? Não basta ter democracia, respeito, soberania, menos pagamento de imposto. Isso é importante, mas vamos avançar. Teremos dois dias de descanso por semana para o trabalhador descansar”, disse.

Durigan também mencionou o fortalecimento do MEI e do Simples Nacional. Segundo ele, o governo trabalha para ampliar o limite de faturamento do microempreendedor individual e permitir a contratação de mais uma pessoa, associando os avanços na área à atuação do presidente Lula.

“Temos trabalhado no fortalecimento do MEI. Vamos trabalhar para que nos próximos anos o MEI aumente o patamar do limite e as pessoas possam contratar mais uma pessoa. O Simples Nacional existe graças ao presidente Lula e tudo que tem sido feito para avançar nesse ponto foi entrega do presidente”, afirmou.

Artigos Relacionados