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Febraban prevê baixa adesão de bancos ao Desenrola Adimplentes

Caixa e Banco do Brasil aderem; bancos privados ainda estudam participação no programa federal

Moedas de reais (Foto: Reuters/Bruno Domingos)
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247 - O novo Desenrola Adimplentes, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira (29), deve enfrentar baixa adesão das instituições financeiras privadas. Segundo a Folha de São Paulo, apenas a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil sinalizaram participação imediata na iniciativa, enquanto grandes bancos do setor privado ainda analisam as condições da nova linha de crédito.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou que a participação das instituições tende a ser limitada e dependerá da avaliação individual de cada banco, considerando suas políticas de crédito, estratégias comerciais e critérios de risco.

"O potencial de adesão das instituições financeiras tende a ser mais limitado. Nesse contexto, a participação será uma decisão de cada banco associado, observadas as condições da nova linha, as políticas de crédito da instituição, suas estratégias de negócio e critérios próprios de avaliação de risco", declarou a entidade em nota. 

Itaú Unibanco e Nubank informaram, por meio de suas assessorias, que ainda avaliam a adesão ao programa.

Programa mira quem está em dia, mas corre risco de inadimplência

Ao contrário da primeira etapa do Desenrola, voltada para consumidores inadimplentes, o Desenrola Adimplentes foi criado para atender pessoas que mantêm suas contas em dia, mas apresentam risco de atrasar pagamentos.

A nova modalidade contempla operações de crédito pessoal não consignado e estabelece juros máximos de 1,99% ao mês, percentual significativamente inferior à média praticada pelo mercado. Segundo dados do Banco Central, no início de junho a taxa média dessa modalidade de crédito era de 7,15% ao mês.

As operações contarão com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO) e não exigirão novos aportes do Tesouro Nacional, evitando impacto primário sobre o Orçamento da União.

Critérios para participar:

  • O programa será destinado a trabalhadores informais e autônomos com dívidas de até R$ 15 mil no momento da contratação.
  • Para aderir, será necessário cumprir alguns requisitos:
  • possuir contrato de crédito pessoal não consignado;
  • ter pago pelo menos quatro parcelas do financiamento;
  • manter a dívida em dia ou com atraso máximo de 90 dias.
  • As novas prestações não poderão ultrapassar 90% do valor da parcela original.
  • O programa também permitirá a contratação de crédito adicional correspondente a até 50% do saldo devedor da dívida original, desde que a nova prestação permaneça dentro do limite estabelecido.

Prazo maior para pagamento

O governo prevê ampliação do prazo de pagamento conforme o tempo restante do contrato:

  • até um mês para contratos com prazo remanescente de até seis meses;
  • até dois meses para contratos entre seis e doze meses;
  • até quatro meses para contratos entre doze e vinte e quatro meses;
  • até seis meses para contratos com mais de vinte e quatro parcelas restantes.

Governo espera beneficiar até 3 milhões de pessoas

A expectativa do governo é beneficiar entre 1 milhão e 3 milhões de brasileiros com a nova modalidade de crédito. Quem aderir ao programa ficará impedido de realizar apostas em plataformas de bets durante seis meses.

Segundo o governo, a medida complementa o pacote de crédito lançado neste ano. Na primeira fase do Desenrola, destinada aos consumidores inadimplentes, foram renegociadas dívidas de 7,5 milhões de famílias, totalizando R$ 17,5 bilhões, com desconto médio de 80%.

Além disso, o governo deverá anunciar ainda nesta semana um novo programa voltado aos microempreendedores individuais (MEIs), com previsão de descontos de até 70% para renegociação de débitos.

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