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Ibovespa bate novo recorde e ultrapassa 186 mil pontos com expectativa de corte da Selic

Bolsa brasileira avança após sinalização do Copom, dólar recua e juros futuros caem em toda a curva

Painel da bolsa em São Paulo - 21/03/2019 (Foto: REUTERS/Nacho Doce)

Ibovespa atinge novo recorde e ultrapassa 186 mil pontos com expectativa de corte da Selic
Bolsa brasileira avança após sinalização do Copom, dólar recua e juros futuros caem em toda a curva

247 - O mercado financeiro brasileiro iniciou esta quinta-feira (29) em forte movimento positivo, com o Ibovespa renovando máximas históricas e superando, pela primeira vez, o patamar dos 186 mil pontos. A valorização ocorre um dia após o Comitê de Política Monetária (Copom) decidir manter a taxa básica de juros em 15% ao ano, ao mesmo tempo em que indicou, em seu comunicado, a possibilidade de um corte da Selic na próxima reunião, prevista para março, caso a desaceleração da atividade econômica se confirme.

Por volta das 10h12, o principal índice da B3 avançava 0,74%, alcançando 186.159 pontos, impulsionado principalmente pela leitura mais favorável do mercado sobre os rumos da política monetária. A sinalização do Banco Central reforçou o apetite por risco e estimulou a entrada de recursos na renda variável.

No mercado de câmbio, o dólar acompanhava o ambiente mais otimista e operava em queda desde a abertura do pregão. No mesmo horário, a moeda norte-americana recuava 0,37%, cotada a R$ 5,18. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, caía 0,21%, aos 96,24 pontos, refletindo a fraqueza global da divisa.

A perspectiva de flexibilização monetária também se refletiu no mercado de juros futuros. As taxas operavam em baixa ao longo de toda a curva, com destaque para os vencimentos intermediários, mais sensíveis às expectativas sobre a Selic. Por volta das 9h50, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuava para 13,505%, ante 13,575% no fechamento anterior. O DI de janeiro de 2028 caía para 12,710%, frente a 12,855%.

O movimento de queda prosseguia nos prazos mais longos. A taxa para janeiro de 2029 recuava a 12,710%, ante 12,850% na sessão anterior. Para janeiro de 2030, o DI era negociado a 12,890%, abaixo dos 13,01% registrados na véspera. Já o contrato para janeiro de 2031 se ajustava para 13,045%, ante 13,145%.

No cenário internacional, os principais índices de Wall Street encerraram a quarta-feira (28) próximos da estabilidade, após o Federal Reserve manter a taxa básica de juros dos Estados Unidos no intervalo entre 3,5% e 3,75%. A decisão já era amplamente esperada pelos investidores e não trouxe surpresas ao mercado.

Após o anúncio do Fed, a atenção dos agentes financeiros se voltou para a temporada de balanços corporativos, com destaque para empresas de tecnologia como Tesla, Meta e Microsoft. O setor tecnológico fechou em alta de 0,62%, à espera da divulgação dos resultados trimestrais.

Entre os papéis de maior peso, as ações da Microsoft avançaram 0,22%, enquanto os papéis da Meta recuaram 0,63% e os da Tesla registraram leve queda de 0,10%. Ao fim do pregão, o Dow Jones subia 0,02%, aos 49.015 pontos. O S&P 500 recuava 0,01%, aos 6.978 pontos, e o Nasdaq avançava 0,17%, encerrando aos 23.857 pontos.

De volta ao mercado doméstico, o dólar abriu o dia em queda de 0,30%, sendo negociado a R$ 5,1898, após ter fechado praticamente estável na sessão anterior. O comportamento da moeda reflete a combinação entre a decisão do Banco Central brasileiro de manter a Selic em 15% pela quinta reunião consecutiva e a manutenção dos juros nos Estados Unidos pelo Fed, fatores que já estavam amplamente precificados pelos investidores.

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