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Ineep: alta do etanol e reajuste do ICMS elevam preços dos combustíveis no Brasil

Boletim de fevereiro do Ineep aponta início de 2026 com aumento da gasolina e estabilidade do gás de cozinha

Combustível (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

247 - O início de 2026 registrou mudanças na dinâmica dos preços dos combustíveis no Brasil, com aumento dos valores ao consumidor. Dados do Boletim de Preços do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), divulgados em fevereiro, apontam que o movimento foi impulsionado pelo reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e pela alta do etanol.

A gasolina teve elevação diretamente ligada ao aumento do imposto estadual, que adicionou R$ 0,10 ao valor final ao consumidor. O encarecimento do etanol anidro, utilizado obrigatoriamente na mistura do combustível, também contribuiu para o resultado. Com isso, o produto iniciou 2026 com preço médio de R$ 6,32.

No dia 27 de janeiro, a Petrobras anunciou redução de R$ 0,14 por litro no preço da gasolina nas refinarias, o equivalente a cerca de 5,2%. Ainda não é possível observar totalmente os efeitos dessa redução nos valores cobrados ao consumidor final.

Preço do gás de cozinha

O GLP, conhecido como gás de cozinha, manteve estabilidade no início do ano. O preço médio nacional registrou aumento de 0,1% em relação ao mês anterior, encerrando o período em R$ 110,31. Apesar da estabilidade mensal, o valor permanece acima da média máxima dos últimos cinco anos para o mesmo período, que é de R$ 108,27.

Diferenças regionais

Entre as regiões, o Norte apresentou o maior preço médio, com R$ 123,19. O Sudeste registrou o menor valor médio, de R$ 108,10. Na análise por estados, os maiores preços foram registrados em Roraima, com média de R$ 141,63, e Tocantins, com R$ 128,63. Já Pernambuco, com R$ 99,50, e Rio de Janeiro, com R$ 99,68, tiveram os menores valores médios estaduais.

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