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Lindbergh critica manutenção da Selic e cobra início de cortes: "transforma remédio em veneno"

Deputado diz que decisão do Copom ignora queda da inflação e do dólar

O deputado federal Lindbergh Farias - 21/10/2025 (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

247 - O deputado federal Lindbergh Farias criticou duramente a decisão do Banco Central de manter a taxa básica de juros da economia em 15% ao ano, mesmo diante do recuo da inflação e da queda do dólar. Para o parlamentar, a escolha do Comitê de Política Monetária (Copom) representa uma oportunidade perdida de iniciar o ciclo de redução dos juros e impõe custos elevados ao país.

Em publicação nas redes sociais, Lindbergh afirmou: “O Copom manteve a Selic em 15% e perdeu mais uma chance de começar a baixar os juros. Com inflação e dólar em queda, essa decisão não se justifica e transforma o que deveria ser remédio em veneno para a economia”.

A manutenção da Selic foi decidida por unanimidade pelo Copom e já era esperada pelo mercado financeiro. No comunicado oficial divulgado após a reunião, o Banco Central indicou que poderá iniciar a flexibilização da política monetária na próxima reunião, prevista para março, caso o cenário econômico permaneça dentro do esperado. Segundo o BC, “o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”.

Para Lindbergh, no entanto, o momento atual já permitiria uma mudança de postura. Ele destacou o compromisso fiscal do governo federal e afirmou que havia espaço para uma redução imediata da taxa básica de juros. “O governo do presidente Lula está cumprindo o compromisso fiscal e organizando as contas do país. Até os próprios economistas já esperavam cortes em breve, o que mostra que dava para ter iniciado agora e ajudar o país a crescer e gerar empregos”, escreveu.

O deputado também chamou atenção para o impacto fiscal da manutenção dos juros em patamar elevado, especialmente sobre a dívida pública. “Manter juros nesse nível tem um custo absurdo de quase R$ 1 trilhão por ano só em juros da dívida. É dinheiro que poderia ir para investimento e serviços públicos, mas acaba travando a economia e pesando no bolso de quem trabalha”, afirmou.

Esta foi a quinta reunião consecutiva em que o Copom decidiu manter os juros básicos inalterados. A Selic segue no maior nível desde julho de 2006, quando chegou a 15,25% ao ano.

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