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Mercado volta a reduzir previsão da inflação para 2026, diz Boletim Focus

Relatório do Banco Central mostra leve queda do IPCA no médio prazo e revisão para cima da Selic no horizonte mais longo

Sede do Banco Central em Brasília-DF - 29/10/2019 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - As projeções do mercado financeiro para a inflação em 2026 voltaram a recuar, segundo dados do mais recente Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (19). A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no ano caiu pela segunda semana consecutiva, passando de 4,05% para 4,02%, sinalizando uma expectativa de desaceleração gradual dos preços no médio prazo.

As informações constam do Boletim Focus publicado pelo Banco Central. O levantamento semanal reúne estimativas de analistas do mercado para os principais indicadores da economia brasileira, incluindo inflação, crescimento econômico, câmbio e taxa básica de juros.

Para os anos seguintes, as projeções de inflação permanecem estáveis. Em 2027, a expectativa segue em 3,80%, nível mantido há 11 semanas. Já para 2028, o mercado continua projetando inflação de 3,50%, também sem alterações pelo mesmo período. A estimativa para 2029 permanece em 3,50%, estável há 20 semanas, indicando ancoragem das expectativas no horizonte mais longo.

No caso do IGP-M, índice amplamente utilizado em reajustes de contratos, a projeção para 2026 ficou em 3,92%, repetindo o patamar da semana anterior. Para 2027, a expectativa segue em 4,00%, sem mudanças há mais de um ano. Em 2028, a estimativa permanece em 3,85%, enquanto para 2029 o mercado projeta variação de 3,70%.

Os preços administrados também apresentam estabilidade nas previsões. A inflação projetada para esse grupo em 2026 é de 3,75%. Para 2027, a mediana ficou em 3,71%, sem alterações nas últimas duas semanas. Em 2028 e 2029, o mercado mantém a estimativa de alta de 3,50% para ambos os anos.

No campo da atividade econômica, a expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 segue em 1,80%, patamar mantido há seis semanas. Para 2027, a projeção também permanece em 1,80%. Em 2028, o mercado continua estimando expansão de 2,00%, cenário que se mantém há quase dois anos, enquanto para 2029 a previsão igualmente segue em 2,00%.

As estimativas para o câmbio indicam estabilidade do dólar no médio prazo. Para 2026, a projeção permanece em R$ 5,50. O mesmo valor é esperado para 2027. Em 2028, houve leve ajuste, com a cotação estimada em R$ 5,52, enquanto para 2029 o mercado projeta o dólar em R$ 5,57.

Já no caso da taxa básica de juros, a Selic projetada para 2026 segue em 12,25% ao ano. Para 2027, a expectativa permanece em 10,50%. O principal ajuste ocorreu em 2028, quando a mediana subiu de 9,88% para 10,00%, marcando a segunda semana consecutiva de alta nas projeções. Para 2029, a estimativa continua em 9,50%, reforçando a percepção de juros ainda elevados no horizonte de longo prazo.

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