HOME > Economia

Veja o que deve ficar mais barato para o brasileiro após acordo UE-Mercosul

Entenda quais produtos importados devem ficar mais baratos para o consumidor brasileiro após a aprovação do tratado comercial

Veja o que deve ficar mais barato para o brasileiro após acordo UE-Mercosul (Foto: Reprodução/Agência Minas)

247 - A aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia abre caminho para a redução de preços de diversos produtos importados no Brasil. O tratado prevê a eliminação gradual de tarifas de importação e tende a impactar diretamente o bolso do consumidor brasileiro, especialmente no caso de alimentos e bebidas de origem europeia amplamente consumidos no país.

Segundo o jornal O Globo, declarações de embaixadores dos países-membros da União Europeia indicaram que o acordo foi aprovado politicamente, restando apenas a formalização da votação e os trâmites finais antes da assinatura entre os dois blocos.

O pacto comercial, negociado ao longo de 26 anos, desde 1999, criará uma zona de livre-comércio que reúne mais de 720 milhões de consumidores. Juntas, as economias do Mercosul e da União Europeia somam cerca de US$ 22,3 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB), consolidando uma das maiores áreas de integração econômica do mundo.

Para o consumidor brasileiro, o principal efeito prático do acordo será a redução gradual dos impostos cobrados sobre produtos europeus importados. Entre os itens que devem ficar mais baratos estão alimentos e bebidas tradicionais do mercado europeu, hoje sujeitos a tarifas elevadas.

O azeite de oliva, por exemplo, atualmente paga 10% de imposto de importação no Brasil. Com a entrada em vigor do acordo, essa tarifa será reduzida de forma gradual até chegar a zero. O mesmo ocorrerá com os vinhos europeus, que hoje enfrentam uma das maiores alíquotas do mercado, de 35%, e também terão o imposto eliminado ao longo do período de transição.

Outras bebidas alcoólicas importadas da União Europeia, com exceção do vinho, hoje tributadas em até 35%, seguirão o mesmo caminho, com redução progressiva até a isenção total. Chocolates europeus, bastante presentes no consumo brasileiro, também estão incluídos no acordo. Atualmente, esses produtos pagam 20% de tarifa, que será zerada gradualmente.

Os queijos europeus, outro item de forte apelo no mercado brasileiro, terão a tarifa de 28% eliminada dentro de uma cota anual de até 30 mil toneladas. O leite em pó seguirá a mesma lógica, com redução da tarifa de 28% até o limite de 10 mil toneladas por ano.

O acordo também prevê a redução de impostos sobre fórmulas infantis importadas da União Europeia. Hoje taxados em 18%, esses produtos terão a tarifa zerada dentro de uma cota anual de até 5 mil toneladas, o que pode impactar diretamente o preço final para as famílias brasileiras.

Apesar de o tratado ainda depender da aprovação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais dos países do Mercosul, a expectativa é que a eliminação gradual das tarifas comece a produzir efeitos ao longo dos próximos anos.

Artigos Relacionados