Liana Cirne Lins: “PF tem sido muito vagarosa em relação a Flávio Bolsonaro”
Vereadora afirma que ausência de medidas contra senador pode comprometer preservação de provas no caso envolvendo recursos para produção audiovisual
247 - A vereadora do Recife e professora de Direito Liana Cirne Lins criticou a atuação da Polícia Federal nas investigações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro. Em participação no Bom Dia 247, ela afirmou que a condução do caso tem ocorrido de forma lenta e sem medidas consideradas essenciais para a preservação de provas.
Segundo Liana, as informações divulgadas pelo Intercept Brasil já justificariam ações mais incisivas por parte da Polícia Federal. Ela citou os áudios que envolveriam Flávio Bolsonaro diretamente em tratativas relacionadas ao financiamento de um filme, além da declaração da produtora da obra afirmando que os recursos recebidos não teriam sido utilizados na produção audiovisual.
“Acho que a Polícia Federal tem agido de maneira muito vagarosa em relação ao Flávio Bolsonaro”, afirmou.
Para a vereadora, a ausência de buscas e apreensões de celulares e documentos ligados ao senador abre margem para eventual destruição de provas. Ela também mencionou relatos sobre uma possível viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para encontrar o deputado Eduardo Bolsonaro e discutir versões relacionadas ao caso envolvendo Daniel Vorcaro.
“Não tem busca e apreensão de celulares de Flávio Bolsonaro, não tem busca e apreensão de documentos de Flávio Bolsonaro. Então, a Polícia Federal está deixando espaço, inclusive para que provas sejam destruídas”, declarou.
Liana afirmou considerar “muito crível” a versão apresentada sobre a possibilidade de encontros presenciais entre integrantes do núcleo bolsonarista para alinhar informações sobre o caso. Na avaliação dela, a demora na adoção de medidas cautelares compromete o andamento das investigações.
“A Polícia Federal não está agindo de maneira célere. E isso é muito ruim, porque a gente não sabe o que eles estão fazendo com as provas, que porventura existam”, disse.
A professora de Direito defendeu que a PF já deveria ter realizado ações mais firmes para coleta de material investigativo. Segundo ela, a situação exige atuação rápida diante da gravidade das denúncias apresentadas até agora.
“A Polícia Federal já deveria ter agido de forma mais incisiva”, concluiu.



