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Ricardo Coutinho: "A perseguição da Lava Jato era na base do terror"

Mais cedo nesta semana, o STF decidiu pôr fim à perseguição judicial contra Ricardo Coutinho. Assista à entrevista do ex-governador na TV 247

Ricardo Coutinho (Foto: Divulgação)

247 - O ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho afirmou, em entrevista à TV 247, que atravessou um “deserto de solidão” ao longo de uma década marcada por perseguição judicial e política. A declaração foi feita após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de encerrar as ações penais contra ele no âmbito da chamada Operação Calvário, um desdobramento da Lava Jato no estado.

Coutinho relembrou o contexto político da Paraíba antes de sua chegada ao governo, classificando o estado como o último “estado oligárquico” a ser entregue a um projeto popular. Para ele, a ofensiva judicial que enfrentou está inserida em um processo mais amplo de deterioração institucional no país. Segundo o ex-governador, o Brasil já estava “doente desde o mensalão”, passando pelo golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e pela prisão do presidente Lula, até culminar na Lava Jato.

Na entrevista, Coutinho destacou sua resistência ao longo desse período. “Não arredei o pé durante esses 10 anos de chumbo”, afirmou, ao negar irregularidades em sua gestão. Ele foi categórico ao dizer que “não houve algum superfaturamento e enriquecimento ilícito”, sustentando que as acusações, feitas com base em delação premiada, não se apoiavam em provas concretas.

O ex-governador criticou duramente os métodos da Lava Jato, afirmando que “a perseguição da Lava Jato era na base do terror”. Ele também questionou a validade das acusações formuladas com base em delações premiadas.

Segundo ele, esse instrumento acabou sendo utilizado como mecanismo político. “Isso se espalhou pelo país como forma de fazer política contra o setor que defende a soberania e a soberania popular”, afirmou.

Mais cedo nesta semana, o STF decidiu pôr fim à perseguição judicial contra Ricardo Coutinho. O ministro Gilmar Mendes determinou o trancamento da ação penal movida contra o ex-governador no âmbito da Operação Calvário, investigação baseada em denúncias de delação premiada que apontavam uma suposta organização criminosa voltada a supostos crimes contra a administração estadual. A decisão reforçou o entendimento de que não havia elementos suficientes para sustentar a acusação. Assista:

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