Advogado aciona STF contra 'esquema de clones' e cita Lula e Bolsonaro
Pedido cita também o papa Leão XIV e Leonardo DiCaprio, entre outros, em alegação sem provas sobre suposta rede internacional de clonagem genética
247 - Um advogado acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir que a Polícia Federal investigue uma suposta organização internacional de clonagem de DNA, controle mental, manipulação genética e substituição de pessoas por clones, citando entre os alvos o papa Leão XIV, o presidente Lula (PT), Jair Bolsonaro (PL) e o ator Leonardo DiCaprio, informa Manoela Alcântara, no Metrópoles.
O caso foi protocolado no STF, mas ainda não teve relator sorteado. O autor da ação é o advogado Kelmo Martins Bandeira, que afirma existir uma rede chamada por ele de “666” e “Babilônia”, supostamente ligada a práticas de clonagem e substituição de pessoas.
Apesar das acusações apresentadas na petição, o documento não traz evidências científicas ou elementos de prova que sustentem a existência do esquema descrito. Segundo o advogado, a organização teria mantido pessoas em cativeiro, realizado clonagens, promovido alterações genéticas e substituído indivíduos por clones.
Além do papa Leão XIV, de Lula, Bolsonaro e Leonardo DiCaprio, a ação menciona a Igreja Católica, Hunter Biden, filho do ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, e familiares do ator norte-americano. O advogado também afirma que artistas, políticos, empresários e celebridades brasileiras estariam entre as supostas vítimas ou pessoas afetadas pela organização.
Entre os nomes citados pelo autor como possíveis vítimas estão Tatau, Claudia Leitte, Wladimir Brichta, Marina Ruy Barbosa, Marcelo Serrado, Samuel Rosa, Neymar, Ronaldo Fenômeno, Hamilton Mourão, Gabigol, Joesley Batista, William Bonner, Fernando Alonso, Miguel Falabella, Wesley Safadão, Solange Almeida, Marília Mendonça, Maiara e Maraisa.
A petição também sugere que “a maioria dos artistas baianos”, “a turma do Calcinha Preta” e até “metade da população de São Luís e de Fortaleza” teriam algum tipo de relação com o suposto esquema ou teriam sido afetadas por ele.
Em um dos trechos da ação, o advogado afirma: “O projeto GENOMA decodificou o código genético dos humanos. A partir daí iniciou-se uma prática de alteração das características físicas da pessoa, incluindo a possibilidade de alteração de sexo e de qualquer característica física”. Ele também sustenta que se trataria de “práticas cientificamente comprovadas”.
Em outra passagem, Kelmo Martins Bandeira declara: “O estrago é de grande monta. Pessoas começaram a ser assediadas e violentamente tiveram a sua genética clonada. Outra pessoa, acompanhada de robôs, assume a identidade genética e a vida do outro. Geralmente quem pratica o crime no Brasil é membro de facção”.
A ação ainda traz outras alegações incomuns. Sustenta que a cantora Marília Mendonça estaria viva e que a pessoa morta no acidente aéreo de 2021 teria sido um clone.
O funcionamento do sistema de Justiça permite que ações consideradas manifestamente absurdas, ineptas ou abusivas podem ser rejeitadas logo no início da tramitação. Mesmo quando um processo é protocolado, o magistrado responsável pela análise inicial pode extinguir a ação sem julgamento do mérito, caso entenda que não há base jurídica mínima para seu prosseguimento.
Em situações de abuso processual, também pode haver condenação por litigância de má-fé. Nesses casos, a parte responsável pela ação pode ser obrigada a pagar multa e arcar com custos processuais, especialmente quando o Judiciário identifica uso inadequado do sistema judicial.



