Mistério da brasileira desaparecida na Inglaterra pode ter nova pista
A principal hipótese atribuída à Polícia de Essex é a de que Vitória esteja em terra firme
247 - Uma nova possível pista reacendeu a atenção sobre o desaparecimento da psicóloga brasileira Vitória Figueiredo Barreto, que completa dois meses sem ser encontrada na Inglaterra. Segundo relatos divulgados por pessoas próximas ao caso, uma triatleta afirmou acreditar ter visto a cearense na região de Bradwell dez dias depois do último contato feito por ela com familiares e amigos.
A notícia é um sinal de esperança para oa familiares, pois poderia derrubar a tese de que a brasileira caiu no mar durante uma travessia de barco.
De acordo com a reportagem do G1, Vitória desapareceu em 3 de março, após passar pela Universidade de Essex, e a Polícia de Essex, responsável pela investigação, não divulga atualizações oficiais sobre o caso há cerca de um mês.
Possível avistamento em Bradwell
O relato da triatleta foi informado por Liliane Silva, professora que hospedava Vitória na Inglaterra antes do desaparecimento. Segundo Liliane, a nova pista surgiu a partir do depoimento de uma atleta que acredita ter visto a psicóloga brasileira na região de Bradwell, cerca de dez dias após o sumiço.
A informação ainda não foi confirmada oficialmente pela polícia britânica. Mesmo assim, o possível avistamento passou a ser tratado por familiares e amigos como um elemento relevante.
Bradwell fica em uma área que passou a ser citada no contexto das buscas e da reconstrução dos deslocamentos da brasileira. O depoimento da atleta pode ajudar a ampliar a linha do tempo do caso, caso seja considerado consistente pelas autoridades.
Dois meses sem respostas
Vitória Figueiredo Barreto fez o último contato com familiares e amigos no dia 3 de março. Desde então, a psicóloga cearense não foi localizada. As buscas físicas foram encerradas em 20 de março, mas a investigação continuou voltada à coleta de informações e possíveis novas evidências.
A Polícia de Essex havia informado à família que parte dos dados bancários de Vitória foi acessada, mas que essas informações não trouxeram elementos novos sobre o possível paradeiro dela.
De acordo com relato publicado por Liliane Silva nas redes sociais, a última movimentação bancária registrada nas contas da brasileira ocorreu no próprio dia do desaparecimento. Na ocasião, Vitória teria pagado por um café e por uma passagem de ônibus.
Família cobra avanços
No início de abril, Gleyz Barreto, mãe de Vitória, voltou ao Brasil depois de viajar ao Reino Unido para acompanhar a investigação. O namorado da psicóloga, que permaneceu na Inglaterra por mais tempo, também retornou ao país.
Mesmo com o retorno dos familiares, a mobilização em torno do caso continua. Amigos, parentes e integrantes da comunidade de Brightlingsea criaram um perfil nas redes sociais para divulgar informações sobre o desaparecimento e manter a pressão por respostas.
A comunidade também anunciou a criação de uma petição virtual para reunir assinaturas e tentar pressionar o Parlamento do Reino Unido. O objetivo é articular medidas que garantam à polícia acesso total às informações bancárias de Vitória, na expectativa de acelerar procedimentos que poderiam levar semanas ou meses.
Hipótese da investigação
Segundo Liliane Silva, a principal hipótese atribuída à Polícia de Essex é a de que Vitória esteja em terra firme. Ela também relatou a possibilidade de que alguém tenha encontrado a brasileira em um momento de vulnerabilidade e feito algo contra ela.
Essa linha reforça a importância de depoimentos de possíveis testemunhas, como o da triatleta que afirmou acreditar ter visto Vitória em Bradwell. Caso o relato seja confirmado ou ajude a delimitar novos pontos de investigação, ele pode se tornar uma das pistas mais relevantes desde o fim das buscas físicas.