Vício em apostas leva mulher a dívida de R$ 50 mil
Jovem relata dívida de R$ 50 mil, perda de imóveis e separação: "eu perdi tudo"
247 - Uma mulher de Fortaleza teve a vida profundamente afetada pelo vício em jogos online, acumulando uma dívida de cerca de R$ 50 mil, perdendo imóveis da família e enfrentando a separação do marido. O caso ganhou repercussão após um desabafo nas redes sociais, em que a jovem detalha o impacto financeiro, emocional e conjugal causado pelas apostas digitais.
A extensionista de cílios Assíria Macêdo, de 29 anos, relatou que o envolvimento com jogos como o chamado “Jogo do Tigrinho” começou há cerca de quatro anos, inicialmente como entretenimento. Com o tempo, no entanto, a prática saiu do controle e resultou em prejuízos significativos, incluindo empréstimos com agiotas, ameaças e a perda de bens da família.
Desabafo viral expõe impacto do vício
O relato da jovem ganhou grande alcance nas redes sociais, ultrapassando 170 mil visualizações. No vídeo, Assíria descreve a compulsão por apostar e os efeitos devastadores em sua vida pessoal e familiar.
"Se tivesse R$ 5 mil na minha conta, eu jogava R$ 5 mil. Se eu trabalhasse, pegava o dinheiro e jogava. Se eu tivesse qualquer quantia na minha conta, eu jogava. Isso me destruiu, destruiu a minha vida, destruiu meu casamento, destruiu o meus pais. Eu perdi tudo", afirmou.
Além dos prejuízos financeiros, o vício também levou ao fim do relacionamento. "Hoje em dia, a gente está separado por conta das dívidas. Ele não aguenta mais (o relacionamento) e eu entendo, porque ele foi a pessoa que mais lutou por mim", disse Assíria Macêdo em um vídeo publicado na rede social.
Segundo ela, o marido tentou ajudá-la a sair da situação, mas também acabou afetado pelas dívidas. "Meu esposo fez de tudo para ajudar e pagar as dívidas, mas acabou se afundando também, pois eu não falava a verdade e acabava jogando de novo". A jovem também relatou que os pais venderam dois imóveis para tentar quitar os débitos e que a família atualmente vive de favor.
Busca por recomeço e tratamento
Após a repercussão do caso, Assíria passou a reconhecer a gravidade da situação e a necessidade de tratamento. "Hoje eu reconheço que eu sou viciada, que eu preciso de ajuda, preciso de um tratamento. [...] Quero um emprego para pagar as minha dívidas e voltar a viver. Quero ver minha filha crescendo e recuperar meu casamento", disse.
Com a visibilidade do vídeo, ela conseguiu acesso a acompanhamento psicológico gratuito e segue em busca de trabalho para reorganizar a vida financeira, sustentar os pais idosos e cuidar das duas filhas.


