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Latam avalia ampliar compra de mais aviões da Embraer em 2026

Decisão dependerá do cenário econômico e da demanda aérea, afirma CEO da companhia durante evento com Lula em São Paulo

Jerome Cadier (Foto: Divulgação)

247 - A Latam Airlines poderá ampliar sua frota com novos aviões da Embraer a partir de 2026, mas a decisão ainda dependerá das condições econômicas e da evolução da demanda por viagens aéreas no país. A informação foi confirmada pelo CEO da companhia, Jerome Cadier, durante evento realizado em São Carlos (SP), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo a CNN Brasil.

De acordo com Cadier, a empresa acompanha de perto o cenário econômico antes de avançar com novos investimentos no setor. A Latam já anunciou a compra de 24 aeronaves do modelo E195-E2, com entregas previstas a partir deste ano, além de manter a opção de adquirir até 50 unidades adicionais.

O executivo destacou que a expansão da frota está diretamente ligada ao desempenho da economia e ao crescimento da demanda por voos. “Vai depender muito do ambiente econômico de crescimento da demanda e custos. Isso vai determinar o apetite para crescimento”, afirmou.

Cadier também ressaltou que, apesar da avaliação positiva do modelo da Embraer, a decisão final ainda não está definida. “Que a aeronave é muito boa, isso a gente já sabe. Mas, se ela vai estar adequada, em função do crescimento econômico do país, e da demanda por aviação nos próximos anos, essa é a grande dúvida que vai determinar se a gente vai confirmar ou não essas opções”, declarou.

O anúncio foi feito durante evento na principal base de manutenção da Latam, no interior paulista. Na ocasião, o presidente Lula destacou o potencial da parceria entre as empresas e o impacto para o setor aéreo nacional. “Temos que criar novos espaços para o turismo. Quero agradecer a engenhosidade e a sabedoria da Latam em fazer esse jogo. Daqui a 10 anos, você vai ver que vai ser um sucesso para as duas empresas”, afirmou.

Lula também enfatizou a importância da indústria aeronáutica brasileira para ampliar a presença internacional do país e atrair investimentos. “Um país como o Brasil não tem que ficar esperando as pessoas virem atrás de nós, nós que temos que ir atrás deles”, declarou.

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