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À Câmara, Itamaraty justifica hospedagem de Porchat na embaixada em Roma

Itamaraty diz que embaixadores podem receber convidados particulares em residências oficiais, desde que não haja custos aos cofres públicos

Fabio Porchat (Foto: Reprodução redes sociais)
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247 - O Itamaraty afirmou à Câmara dos Deputados que embaixadores brasileiros no exterior podem autorizar a hospedagem de convidados particulares em residências oficiais, desde que a permanência não gere despesas aos cofres públicos. A manifestação foi enviada em resposta ao deputado bolsonarista Gustavo Gayer (PL-GO), após questionamentos envolvendo a estadia do ator e humorista Fábio Porchat na residência oficial da embaixada do Brasil em Roma, na Itália, em 2025, relata Igor Gadelha, do Metrópoles.

Segundo o Itamaraty, as residências oficiais administradas pelo Ministério das Relações Exteriores cumprem dupla finalidade: servem tanto para atividades públicas de representação diplomática quanto como moradia dos chefes de postos e de suas famílias. Por isso, a pasta sustentou que não há impedimento para que embaixadores recebam pessoas de seu convívio privado, desde que não exista gasto público.

Em resposta enviada ao parlamentar, o ministério afirmou que a decisão sobre a recepção de hóspedes cabe ao diplomata responsável pelo posto no exterior. “A autoridade competente para autorizar a recepção de hóspedes nas residências oficiais é o chefe do posto. Ao mesmo tempo que cumprem função pública de representação, abrigando reuniões, recepções e outras atividades vinculadas à atividade diplomática, as residências oficiais de postos no exterior desempenham também função privada como moradia do chefe do posto e de sua família. Desde que não haja custos ao erário, não há óbice a que o ocupante da residência oficial receba convidados de seu trato privado, cabendo-lhe autorizar a hospedagem de pessoas na Residência Oficial“, diz o documento.

Controle é feito apenas para agentes públicos

O Itamaraty também informou que mantém controle formal apenas sobre hospedagens de agentes públicos. Nesses casos, são registrados o nome, o cargo, o período de permanência e a justificativa da estadia.

No caso de convidados particulares, a pasta afirmou que a responsabilidade é dos embaixadores. O ministério ressaltou, porém, que a presença de pessoas sem cargo público nas residências oficiais não pode acarretar despesas para a União.

Caso algum gasto público seja gerado, o valor deverá ser ressarcido aos cofres públicos. Ainda de acordo com o Itamaraty, não há registros de ocorrências desse tipo.

Questionamento de Gustavo Gayer

O pedido de informações foi apresentado por Gustavo Gayer em 31 de março. O deputado cobrou do Itamaraty detalhes sobre os critérios adotados para autorizar hospedagens de pessoas sem cargo público, os eventuais custos envolvidos e a lista de hóspedes nas residências oficiais brasileiras no país e no exterior.

No questionamento, Gayer citou reportagem sobre a hospedagem de Fábio Porchat na residência oficial da embaixada brasileira em Roma. O caso ganhou repercussão após o humorista publicar um vídeo gravado dentro da embaixada brasileira na Itália, no qual ironizou integrantes da direita.

Após a repercussão, Porchat fez uma nova publicação pedindo que internautas reduzissem a militância política nas redes sociais. “Feliz Natal! Sejam leves, sejam felizes, transem, comam, riam e parem de viver para a política. Isso só corrói a vida de vocês e não muda nada a vida de 90% desses safados que estão no poder!”, disse o humorista.

Porchat foi tratado como convidado pessoal

Na época, o Itamaraty informou que Porchat havia sido recebido como “convidado pessoal” do embaixador Renato Mosca para a celebração da noite de Natal. A pasta também afirmou que a estadia do humorista “não implicou gastos públicos”.

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