HOME > Mídia

"Falta argumento e sobra preconceito", diz Edinho Silva em resposta à The Economist

Revista britânica fez ataque etarista ao presidente Lula

Lula e Edinho Silva (Foto: Ricardo Stuckert)

247 - O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reagiu nesta quarta-feira (31) ao editorial da revista britânica The Economist que questiona a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com base em sua idade. Em manifestação pública, Edinho classificou o texto como preconceituoso e afirmou que a publicação evita o debate político e recorre a ataques pessoais para tentar deslegitimar o projeto representado pelo atual governo.

A declaração de Edinho Silva foi divulgada em uma postagem nas redes sociais, na qual ele afirma que o foco do ataque não está na condição pessoal do presidente, mas no conteúdo político e estratégico de sua liderança. “O incômodo da The Economist não é a idade do Lula. É o projeto que ele representa: soberania, Estado forte, combate à desigualdade e um Sul Global que fala de igual para igual com o Norte”, escreveu o dirigente petista.

Para o presidente do PT, o editorial evidencia a fragilidade dos argumentos da revista ao deslocar o debate para o campo do preconceito. “Quando falta argumento político, sobra preconceito. Quando falta dado, inventa-se narrativa. Eles tentam desqualificar o presidente Lula com base na idade e com falsas premissas”, afirmou Edinho, ao criticar o que classificou como omissões deliberadas sobre os indicadores sociais e econômicos do país.

Na avaliação do dirigente partidário, a The Economist ignora resultados concretos do atual governo. “Esquecem de dizer que o país está com o menor desemprego da história, a maior renda média da história e com a menor média da inflação”, destacou. Edinho também citou avanços sociais recentes, como a saída do Brasil do Mapa da Fome, reforçando que esses dados não aparecem no editorial da revista.

O presidente do PT mencionou ainda medidas previstas para os próximos anos, como a política de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais e a redução da carga tributária para rendas de até R$ 7.350. Segundo ele, “em 2026, teremos cerca de R$ 28 bilhões na economia” com essas mudanças, o que reforçaria o impacto do projeto econômico defendido pelo governo Lula.

Edinho Silva também ressaltou que a legitimidade do presidente não se baseia em avaliações abstratas ou narrativas construídas por veículos internacionais. “No fim das contas, o presidente Lula não é avaliado por suposições: é avaliado pelo povo e por isso venceu em 2022 nas urnas”, afirmou. Para ele, Lula segue como uma liderança política de peso histórico, “que escreve a verdade nas páginas da história brasileira e mundial”.

Ao encerrar sua manifestação, o dirigente petista enfatizou que o presidente mantém plena capacidade de liderança. “Nosso presidente segue com saúde e, principalmente, lutando por um Brasil mais justo com responsabilidade”, afirmou Edinho, reforçando que o debate político deve se concentrar em projetos, resultados e escolhas democráticas, e não em ataques etaristas.

Artigos Relacionados